Sexta-feira, Março 6, 2026
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DO LUTO À VIDA: JOVEM DE LORENA VENCE DOENÇA GRAVE, RECEBE TRANSPLANTE E EMOCIONA AO DEFENDER DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

A história da jovem lorenense Mariana Santos é um verdadeiro testemunho de fé, resistência e renascimento. Hoje com 30 anos, ela carrega no peito uma cicatriz que representa a vida: há 1 ano e 8 meses, recebeu um transplante de fígado que mudou completamente seu destino e a devolveu ao convívio com a família e à alegria de viver.

A luta de Mariana começou ainda na infância. Aos 9 anos de idade, ela foi diagnosticada com hepatite autoimune, doença que evoluiu para cirrose hepática e exigiu anos de tratamento intenso em São Paulo. Foram inúmeras consultas, exames e períodos de incerteza, enfrentados com coragem ao longo de quase duas décadas.

Em 2021, a situação se agravou. Mariana precisou ser internada pela primeira vez em São José dos Campos, onde passou a realizar acompanhamento médico na Santa Casa. O quadro clínico se tornou crítico com a falência do fígado, exigindo um transplante urgente. O tempo era curto, mas a esperança permaneceu firme.

Foi então que veio o milagre. Graças à eficiência da equipe médica e ao gesto de amor de uma família doadora, Mariana recebeu um novo fígado aos 29 anos, em uma cirurgia realizada às pressas que salvou sua vida. A intervenção foi bem-sucedida e marcou o início de uma nova fase.

Hoje, já recuperada e com saúde, Mariana vive com gratidão e orgulho de sua trajetória. Ela não esconde a emoção ao contar tudo o que enfrentou e faz questão de usar sua própria história para conscientizar outras pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Para ela, o transplante foi mais que um procedimento médico: foi uma bênção e uma nova oportunidade.

A jovem reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) teve papel fundamental em sua recuperação, garantindo atendimento, acompanhamento e a realização do transplante. “O SUS salva e a doação de órgãos salva vidas”, resume, com a autoridade de quem viveu essa realidade.

No Brasil, a doação de órgãos só acontece após a confirmação de morte encefálica, conhecida como morte cerebral. Esse diagnóstico é realizado com extrema seriedade, por meio de exames rigorosos e com a avaliação de dois médicos diferentes. Após a autorização, a retirada dos órgãos é feita por equipes especializadas, e o corpo do doador é recomposto e liberado normalmente para velório. Todo o processo é gratuito para a família.

Mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora, a decisão final é sempre da família. Por isso, especialistas reforçam a importância de comunicar aos parentes essa vontade. No país, não existe carteira de doador com validade legal, o que torna o diálogo familiar essencial.

Praticamente qualquer pessoa pode ser considerada doadora após avaliação médica. Entre os órgãos que podem ser transplantados estão coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas e intestino. Já os tecidos doados incluem córneas, pele, ossos, tendões e válvulas cardíacas.

A história de Mariana é a prova viva de que a solidariedade transforma destinos. Um gesto de amor, feito em um momento de dor por uma família, permitiu que outra vida continuasse. E é por isso que ela segue firme em sua missão de conscientizar: falar sobre doação de órgãos é falar sobre esperança, sobre recomeços e, acima de tudo, sobre salvar vidas.

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