Sexta-feira, Março 6, 2026
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Amiga revela perseguições, agressividade do marido e levanta dúvidas sobre morte de policial militar encontrada sem vida em São Paulo

Uma amiga da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta no apartamento em que morava no Brás, região central de São Paulo, afirmou que conhecia o comportamento agressivo do marido da vítima, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, e relatou episódios de perseguição e vigilância que, segundo ela, marcaram o relacionamento do casal.

De acordo com Cinthia, amiga próxima de Gisele, o oficial demonstrava ciúmes excessivos e atitudes controladoras. Ela afirmou que o tenente-coronel seguia a policial em diversas situações, inclusive quando Gisele se apresentava para a chamada Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejen) e em atividades delegadas, funções extras que a policial desempenhava para complementar a renda.

A amiga relatou ainda que o marido da vítima frequentava o quartel onde Gisele trabalhava e permanecia escondido observando a rotina da esposa, que atuava na área administrativa da corporação. Segundo Cinthia, o comportamento de vigilância era constante e gerava preocupação entre pessoas próximas.

Cinthia também declarou considerar difícil a hipótese de suicídio. Segundo ela, Gisele vivia um momento de felicidade e realização profissional, especialmente após a recente promoção para atuar junto ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJM). A transferência representaria aumento salarial e novas oportunidades, motivo de comemoração para a policial, que demonstrava entusiasmo com a nova fase da carreira.

Gisele foi encontrada morta com um ferimento provocado por arma de fogo dentro do apartamento em que vivia com o marido. O próprio tenente-coronel foi quem localizou o corpo e comunicou o ocorrido. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas posteriormente passou a ser investigado como morte suspeita. A arma que provocou a morte pertence ao companheiro da vítima, o que intensificou dúvidas e questionamentos levantados por familiares e amigos.

O velório e o sepultamento ocorreram em Suzano, na Grande São Paulo, e foram marcados por forte comoção e pedidos por justiça. Durante a cerimônia, familiares e pessoas próximas relataram episódios de violência envolvendo o relacionamento do casal e lembraram a alegria de Gisele com a promoção ao Tribunal de Justiça Militar.

Entre os pedidos apresentados durante o velório está a solicitação para que sejam analisadas as imagens das câmeras de segurança do quartel onde a policial trabalhava, a identificação de quem realizou a ligação denunciando a morte e esclarecimentos sobre o desaparecimento de toalhas, roupas de cama e do tapete do apartamento, que, segundo relatos, teriam sido retirados do local após a morte da policial.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso havia sido inicialmente classificado como suicídio e, por esse motivo, não divulgou informações detalhadas. No entanto, diante das suspeitas levantadas por familiares e amigos, a ocorrência passou a ser investigada como morte suspeita, aumentando a pressão por respostas e pela completa elucidação das circunstâncias que envolveram a morte da policial militar.

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