Sexta-feira, Março 6, 2026
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Jovem de 19 anos é executada com tiro na nuca dentro de casa e crime ocorreu diante da filha de oito meses; companheiro é caçado pela polícia

A violência doméstica fez mais uma vítima e deixou um rastro de dor que dificilmente será apagado. A jovem Geovana Stefany Trajano Silva, de apenas 19 anos, foi brutalmente assassinada com um tiro na nuca dentro da própria casa, em um crime que chocou moradores e comoveu familiares. No momento da execução, a filha da vítima, um bebê de apenas oito meses de vida, estava no imóvel e presenciou o cenário de horror. O principal suspeito do feminicídio é o companheiro da jovem, de 18 anos, que fugiu após o disparo e segue sendo procurado pela Polícia Civil.

O crime ocorreu no bairro São Fernando, em Itanhaém, no litoral sul do Estado de São Paulo. De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública, o namorado da vítima, identificado como Juan Gustavo Nelson Ascenço da Silva, é apontado como autor do disparo que tirou a vida de Geovana. Durante a perícia no local, uma espingarda artesanal foi encontrada e apreendida dentro da residência, reforçando a linha de investigação que aponta para um crime cometido no interior do próprio lar.

Relatos de familiares revelam que o relacionamento entre Geovana e o suspeito era marcado por constantes discussões, crises de ciúmes e episódios de agressões físicas e psicológicas. A jovem já teria sido alvo de violência anteriormente. Parentes afirmaram à Polícia Civil que, poucos dias antes do assassinato, ela foi agredida após aceitar um copo de bebida oferecido por um dos irmãos do companheiro, situação que desencadeou uma nova crise de ciúmes e violência.

O boletim de ocorrência descreve momentos de desespero vividos após o disparo. Dois irmãos do suspeito estiveram na residência logo depois do tiro. Um deles contou que estava em um bar próximo quando ouviu o estampido e, em seguida, o choro intenso e desesperado da criança. Ao entrar no imóvel, encontrou a sobrinha sobre a cama e Geovana caída no chão do quarto, já gravemente ferida.

Outro familiar relatou que foi avisado sobre o ocorrido e, ao chegar ao local, viu a jovem ensanguentada e desacordada. O cenário era de choque e desespero. Mesmo após o disparo, o suspeito permaneceu na residência por alguns instantes, mas deixou o local antes da chegada da ambulância e dos policiais, desaparecendo sem prestar qualquer socorro à vítima.

Geovana não resistiu ao ferimento e morreu no local, deixando para trás uma filha que agora crescerá marcada por uma tragédia familiar. O caso foi registrado como feminicídio e segue sob investigação da Polícia Civil, que realiza buscas intensas para localizar o suspeito e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.

A morte brutal da jovem reforça um alerta cada vez mais urgente sobre a violência contra a mulher dentro de casa. O que deveria ser um espaço de proteção se transformou em palco de um crime cruel, que interrompeu uma vida ainda no início e deixou uma criança órfã de mãe, vítima silenciosa de uma tragédia que poderia ter sido evitada.

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