“Quero justiça pela minha filha”: mãe chora, denuncia brutalidade e revela como jovem querida foi enterrada em barraco
A dor de uma mãe ecoa mais alto que qualquer sirene. Desolada, Catarina Tereza de Souza tenta encontrar forças para entender a brutalidade que tirou a vida da filha, Cássia Kerolin de Souza Elias, de 27 anos, encontrada morta e enterrada dentro de um barraco em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista. Em meio ao luto, o que resta é a revolta e o desejo por justiça.
Segundo Catarina, a filha era uma jovem alegre, conhecida e querida por todos. Sem inimizades, com um círculo de amizades amplo e bem vista na cidade, a mãe afirma jamais ter imaginado que alguém pudesse cometer tamanha violência. A incredulidade ainda domina a família, que tenta assimilar a sequência de acontecimentos que culminou na descoberta macabra.
O último contato entre mãe e filha ocorreu pela manhã de quarta-feira, por volta das 8h. Com o passar das horas e sem qualquer notícia, a preocupação tomou conta. Na mesma noite, Catarina procurou a polícia em busca de ajuda, mas foi informada sobre a necessidade de aguardar 72 horas para formalizar o desaparecimento. Pouco tempo depois, no entanto, a pior notícia se confirmou: o corpo de Cássia foi encontrado enterrado dentro da casa onde o então companheiro morava.
O cadáver estava escondido em um buraco no interior de um barraco de madeira, no bairro Rio do Ouro, coberto por uma geladeira e um colchão, numa tentativa clara de ocultar o crime. A descoberta aconteceu na madrugada desta quinta-feira, após familiares acionarem a polícia com a suspeita de que a jovem havia sido assassinada.
Equipes policiais foram até o endereço indicado e identificaram sinais recentes de movimentação de terra dentro do imóvel. Com o auxílio do Corpo de Bombeiros, a área foi escavada e o corpo localizado a cerca de um metro de profundidade. A cena chocou até mesmo os agentes envolvidos na ocorrência.
O caso foi registrado como feminicídio e tem como principal suspeito um homem com quem Cássia mantinha um relacionamento há cerca de dois meses. Ele está foragido e é procurado pela Polícia Civil. Conforme consta no boletim de ocorrência, vizinhos relataram ter ouvido uma discussão entre o casal antes do desaparecimento da jovem. Após o crime, o suspeito teria sido agredido por moradores e, desde então, não foi mais visto.
A causa oficial da morte ainda não foi divulgada. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde passa por exames que devem esclarecer as circunstâncias da violência. Enquanto isso, a investigação segue em andamento e a polícia trabalha para localizar o suspeito.
Entre lágrimas e lembranças, a mãe resume o sentimento que toma conta da família e de amigos: a perda de uma jovem cheia de vida, que, segundo ela, era querida por todos e não merecia um fim tão cruel. O clamor agora é por justiça e respostas que possam amenizar uma dor que parece não ter tamanho.


