CRATERA FECHADA, MORADORES DE VOLTA: Defesa Civil libera retorno de famílias a prédio interditado após colapso no Jardim Imperial
Depois de dias de tensão e incerteza, a Defesa Civil autorizou neste domingo (15) o retorno dos moradores ao prédio com 34 apartamentos e a duas casas que haviam sido interditados por causa de uma cratera aberta no bairro Jardim Imperial, em São José dos Campos. A liberação ocorreu por volta das 9h e, ainda nas primeiras horas da manhã, algumas famílias já começaram a voltar para casa.
Ao todo, 156 moradores estavam desalojados desde a interdição do prédio e de quatro residências próximas à área afetada. Apesar da liberação de parte dos imóveis, outras duas casas seguem interditadas pela Defesa Civil e não há previsão para o retorno das famílias. A administração municipal ainda não atualizou o número atual de desalojados.
A volta dos moradores foi autorizada após o fechamento emergencial da cratera, que recebeu camadas de pedras e aterro. Mesmo com a liberação, o local ainda passará por intervenções estruturais nas próximas semanas para recuperação da galeria de águas pluviais e estabilização completa do solo.
Durante o período de interdição, moradores chegaram a retirar móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais dos apartamentos, já que não havia previsão de quando poderiam retornar. Muitas famílias precisaram se abrigar em casas de parentes e amigos.
As obras de recuperação começaram na última semana, após o rompimento da rede de drenagem provocado pelas chuvas intensas do início do ano. O afundamento do solo abriu a nova cratera na Rua Felisbina de Souza Machado, a mesma via onde, semanas antes, um outro buraco de grandes proporções chegou a engolir um caminhão.
O trabalho de recuperação está dividido em três etapas: contenção da erosão, sondagem do solo para análise da movimentação da terra e, por fim, a construção de uma nova galeria pelo método não destrutivo, que permitirá a instalação de um novo sistema de drenagem sem a retirada completa da estrutura antiga.
Segundo a prefeitura, a prioridade foi dada à nova cratera devido ao impacto direto nas famílias desalojadas. Após a conclusão dessa fase, as equipes devem se deslocar para estabilizar o talude do outro ponto afetado, na esquina com a Rua Roberto Baranov, permitindo a continuidade das obras de recuperação na região.
Equipes técnicas também realizam inspeções cautelares nos imóveis próximos, já que as obras podem provocar rachaduras ou movimentações estruturais nas construções. A via segue parcialmente interditada no trecho onde se encontra a cratera mais antiga.
O problema de afundamentos no local não é recente. A rua registra histórico de cerca de 15 anos com ocorrências de buracos e crateras, tanto na via quanto nas calçadas, o que aumenta a preocupação de moradores e autoridades com a segurança e a necessidade de soluções definitivas para a drenagem e estabilidade do solo na região.

Foto: Rafael Barbosa

