Sexta-feira, Março 6, 2026
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Lula segue a frente, mas Flávio cresce nas pesquisas e cenário de 2026 se desenha como nova polarização entre lulismo e bolsonarismo

A mais recente pesquisa Quaest divulgada nesta semana reforça um cenário que começa a se consolidar para as eleições presidenciais de 2026: a disputa caminha para mais uma polarização direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo, agora representado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

O levantamento mostra que Lula segue à frente em todos os cenários de segundo turno testados, porém a menor diferença registrada é justamente contra Flávio Bolsonaro, que aparece como principal nome da oposição e vem crescendo gradualmente nas intenções de voto.

No cenário direto entre Lula e Flávio, o presidente aparece com 43% das intenções de voto, enquanto o senador soma 38%. A diferença, que era de dez pontos no fim do ano passado e sete pontos em janeiro, caiu agora para cinco pontos, indicando uma aproximação significativa e fortalecendo o desenho de uma disputa novamente polarizada no país.

A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que já declarou publicamente a intenção de disputar a reeleição no estado. Com isso, Flávio passa a se consolidar como principal herdeiro político do bolsonarismo nacional e figura central da direita na corrida presidencial.

Entre os eleitores independentes, considerados decisivos em qualquer disputa, a diferença também diminuiu de forma expressiva. Lula tinha vantagem de 16 pontos nesse grupo em janeiro e agora aparece apenas cinco pontos à frente. Atualmente, o petista soma 31% entre independentes, contra 26% de Flávio.

Nos cenários de primeiro turno, Lula mantém a liderança com índices que variam entre 35% e 39%, enquanto Flávio surge como principal nome da oposição, marcando entre 29% e 33%. A candidatura do senador já é conhecida por 69% dos entrevistados, que afirmam saber que ele recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Planalto.

O levantamento também aponta que 44% dos entrevistados consideram que Bolsonaro acertou ao indicar o filho como sucessor político, número que vem crescendo gradualmente desde o fim do ano passado, enquanto 42% avaliam que a escolha foi um erro.

Apesar de Lula ainda liderar todos os cenários testados, a aproximação de Flávio Bolsonaro e a ausência de um terceiro nome competitivo reforçam a tendência de que o Brasil caminha para mais uma eleição marcada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo, repetindo o ambiente político que domina o país desde 2018.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Outros nomes da oposição também foram testados em cenários de segundo turno contra Lula, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Eduardo Leite, Aldo Rebelo e Renan Santos. Em todos os casos, o presidente manteve vantagem maior do que a registrada contra Flávio Bolsonaro, o que reforça a consolidação do senador como principal adversário do petista no momento.

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