Sexta-feira, Março 6, 2026
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CRATERA URBANA: prefeitura inicia megaobra emergencial para conter erosão no Jardim Imperial

A Prefeitura de São José dos Campos intensificou nesta quarta-feira (11) uma força-tarefa emergencial para recuperar a galeria de águas pluviais danificada após as fortes chuvas que atingiram a cidade. O rompimento da rede de drenagem provocou o afundamento do solo em dois pontos da Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região sul, gerando preocupação entre moradores e mobilizando equipes técnicas.

A previsão é que a primeira etapa das intervenções seja concluída em até 10 dias, desde que o clima permaneça estável e não haja novos temporais que comprometam o andamento das obras.

No bairro, as equipes atuam inicialmente no trecho considerado mais crítico, ao lado da Praça Antônio Moreira Vita, onde a erosão abriu grandes áreas de instabilidade. O trabalho se concentra na estabilização do terreno e na eliminação de riscos à população. Com o auxílio de escavadeira hidráulica, o solo recebe camadas de pedra rachão, material de alta resistência utilizado para reforçar a sustentação e evitar novos deslizamentos.

Após a estabilização inicial, as intervenções seguirão para o segundo ponto atingido, no cruzamento com a Rua Roberto Baranov. Ao todo, cerca de 2 mil metros cúbicos de pedra deverão ser utilizados na recuperação estrutural das áreas afetadas.

Paralelamente às ações emergenciais, a Prefeitura iniciou um amplo levantamento técnico no local. Equipes realizam medições topográficas, inspeções com robô na rede subterrânea de drenagem e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos. O objetivo é mapear possíveis danos estruturais e garantir segurança durante todas as etapas da obra.

O plano de recuperação foi dividido em três fases principais: contenção das erosões e sondagem do solo, preenchimento dos vazios internos e construção de uma nova galeria de águas pluviais. Na primeira fase, as áreas comprometidas recebem camadas de pedras para recomposição e estabilização do terreno. Também são feitas sondagens geotécnicas próximas às edificações vizinhas para avaliar as condições do solo e possíveis riscos estruturais.

Na sequência, será realizado o preenchimento dos vazios formados ao redor da antiga galeria, cujos tubos metálicos apresentaram deterioração. O procedimento busca restabelecer a integridade do solo e evitar novos afundamentos.

Por fim, uma nova galeria de águas pluviais será construída paralelamente à estrutura antiga, que sofreu colapso parcial. A obra será executada por método não destrutivo, técnica que reduz a necessidade de escavações abertas e minimiza impactos na via pública, nas edificações e nas redes de infraestrutura existentes.

Desde o último sábado, a Defesa Civil mantém equipes de plantão permanente no bairro. Como medida preventiva, 34 apartamentos e quatro casas foram interditados devido ao risco estrutural. Os moradores permanecem fora dos imóveis e estão temporariamente abrigados em residências de familiares e amigos.

A Guarda Civil Municipal segue atuando na área para reforçar a segurança e impedir acessos indevidos. Equipes de assistência social também prestam apoio às famílias atingidas, com a oferta de colchões, cestas básicas e cobertores, garantindo suporte enquanto a situação não é normalizada.

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