Sábado, Março 7, 2026
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Vale concentra cidades com altos índices de homicídios, mas Cruzeiro registra queda e reforça tendência de redução da violência

Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) mostram que a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte concentra seis das dez cidades com as maiores taxas de homicídios do estado. Apesar do cenário ainda preocupante em termos regionais, os números revelam uma tendência importante: a violência letal entrou em trajetória de queda, com destaque para Cruzeiro.

O levantamento considera as 100 maiores cidades paulistas e calcula a taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, com base nos dados consolidados de todo o ano de 2025. No total, o Vale encerrou o período com 278 homicídios, contra 295 em 2024, o que representa uma redução de 5,76%.

Mesmo com a diminuição geral, a região segue ocupando posições de destaque no ranking estadual. Lorena manteve a 1ª colocação no estado, com taxa de 31,82 vítimas por 100 mil habitantes e 27 mortes, sem alteração de posição em relação ao levantamento anterior. Ubatuba subiu para a 2ª colocação, com 26,89 vítimas por 100 mil e 25 homicídios registrados no ano.

Cruzeiro caiu para a 3ª colocação, após já ter liderado o ranking paulista em períodos anteriores. A cidade fechou 2025 com taxa de 24,01 vítimas por 100 mil habitantes e 18 assassinatos, número menor que o registrado no ano anterior, o que indica queda real da violência, apesar da permanência no grupo das cidades mais violentas do estado.

Na sequência aparece Pindamonhangaba, na 4ª colocação estadual, com taxa de 15,72 e 26 homicídios. A cidade manteve-se entre as mais violentas, mas sem avanço significativo no ranking. Caraguatatuba ocupa a 6ª posição, com 14,09 vítimas por 100 mil e 19 mortes, mantendo presença constante no topo da lista. São Sebastião aparece na 9ª colocação, com taxa de 13,49 e 11 homicídios no ano.

Fora do grupo das dez mais violentas, algumas cidades do Vale apresentaram mudanças relevantes. Caçapava caiu para a 13ª posição, deixando o topo do ranking, com 9,36 vítimas por 100 mil e nove mortes, indicando melhora nos indicadores. Taubaté subiu para a 19ª colocação, com taxa de 8,69 e 27 homicídios, após ter caído para a 28ª posição em levantamento anterior.

Guaratinguetá ocupa a 28ª colocação, com 7,62 vítimas por 100 mil habitantes e nove homicídios registrados em 2025, mantendo-se em posição intermediária. Jacareí também apresentou melhora relativa, subindo da 66ª para a 50ª posição, com taxa de 5,41 e 13 assassinatos no período.

São José dos Campos registrou leve piora no indicador, passando da 69ª para a 59ª colocação, com aumento da taxa de 4,44 para 4,73 vítimas por 100 mil habitantes e 33 mortes no ano.

No caso de Cruzeiro, a leitura dos dados aponta para um momento de transição. Embora ainda figure entre as cidades com maior taxa proporcional de homicídios, a queda no número absoluto de mortes e a perda de posições no ranking indicam avanço nas políticas de segurança e prevenção. O desafio permanece, mas os números de 2025 mostram que o município começa a se afastar do cenário mais crítico vivido em anos anteriores, acompanhando a tendência regional de redução da violência.

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