Crueldade sem limites: homem é detido e multado em R$ 3 mil após obrigar cavalo ferido e sangrando a cavalgar pela rodovia em Cunha
Uma cena de extrema crueldade chocou policiais e motoristas que trafegavam pela Rodovia Paulo Virgínio, em Cunha. Um homem foi detido e autuado pela Polícia Militar Ambiental após ser flagrado utilizando um cavalo em visível estado de sofrimento como meio de transporte no acostamento da estrada. O animal apresentava sangramento intenso nas patas, causado pela ausência total de ferraduras, o que agravava ainda mais sua condição a cada passo dado sobre o asfalto.
O caso veio à tona no km 40 da rodovia, no bairro Jacuí, quando uma equipe do policiamento de área percebeu que o cavalo mancava e deixava marcas de sangue pelo chão. Diante da situação alarmante, os policiais interromperam o deslocamento e acionaram imediatamente a Polícia Militar Ambiental, especializada em ocorrências envolvendo crimes contra a fauna.
Ao chegar ao local, a equipe constatou que o animal estava visivelmente debilitado, exausto e com ferimentos abertos nas extremidades dos membros, consequência direta do atrito prolongado com o solo rígido. O cavalo, mesmo ferido, vinha sendo forçado a seguir viagem, numa clara demonstração de negligência e maus-tratos.
A ocorrência foi encaminhada ao Distrito Policial de Cunha, onde um laudo médico veterinário oficial foi elaborado. O documento técnico confirmou que o cavalo, de pelagem castanha e idade estimada entre quatro e cinco anos, sofria maus-tratos contínuos, com lesões compatíveis com esforço excessivo, dor intensa e risco à sua saúde e bem-estar. O profissional destacou que a falta de ferraduras potencializou os ferimentos, tornando o deslocamento extremamente doloroso para o animal.
Com base na Lei Federal de Crimes Ambientais, os policiais ambientais lavraram um auto de infração ambiental no valor de R$ 3 mil contra o responsável. Além da multa, o homem foi detido e permaneceu à disposição da Justiça, podendo responder criminalmente pelo crime de maus-tratos a animal, cuja legislação prevê sanções mais severas conforme a gravidade do caso.
O cavalo foi recolhido pelas autoridades e destinado a receber atendimento veterinário adequado, além de cuidados para sua recuperação física. O caso reforça o alerta das forças de segurança sobre a importância de denúncias da população e da responsabilidade no trato com animais, lembrando que o uso de qualquer ser vivo de forma cruel, negligente ou abusiva é crime e não será tolerado.


