Motorista segue preso após exame apontar ingestão de álcool em atropelamento que matou Tatiane em Caçapava
O motorista responsável pelo atropelamento que tirou a vida de Tatiane de Jesus Severo Alves, de 35 anos, em Caçapava, continua preso por decisão da Justiça. O jovem Álison Santos de Castro, de 21 anos, teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia, realizada no domingo (25), e permanece à disposição do Judiciário.
De acordo com o boletim de ocorrência, Álison foi submetido a exame clínico logo após o acidente, que confirmou que ele estava alcoolizado no momento da colisão. O laudo apontou ingestão de álcool dentro do parâmetro classificado como alcoolização — até 0,3 mg/l —, distinção técnica usada para diferenciar da embriaguez, que ocorre quando o índice ultrapassa 0,4 mg/l.
O atropelamento aconteceu na Rua Dr. José de Moura Rezende, no bairro Vera Cruz. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram que o veículo trafegava em alta velocidade. Durante uma ultrapassagem, o carro atingiu violentamente a bicicleta onde estavam Tatiane e o marido, Alessandro Alves, de 47 anos.
Com a força do impacto, o casal foi arremessado a vários metros. Tatiane não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Alessandro foi socorrido em estado grave, levado inicialmente ao hospital Fusam, em Caçapava, e posteriormente transferido para o Hospital Regional de São José dos Campos. Até o momento, não há atualização oficial sobre o quadro clínico dele.
Após atingir a bicicleta, o carro ainda colidiu contra um muro. O motorista foi arremessado para fora do veículo, mas conseguiu se levantar logo em seguida. Ele foi detido no local, conduzido à delegacia e teve a prisão em flagrante decretada, posteriormente convertida em prisão preventiva, decisão que mantém o acusado recolhido enquanto o caso segue sob investigação.
A reportagem tentou contato com a defesa de Álison Santos de Castro, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação e eventuais esclarecimentos.
O caso segue sendo investigado e reacende o debate sobre os riscos da combinação entre álcool, velocidade e direção, uma mistura que continua provocando tragédias e deixando famílias destruídas no trânsito brasileiro.


