Sexta-feira, Março 6, 2026
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Disputa bilionária: Vale do Paraíba segue no radar da Coca-Cola para nova fábrica no interior paulista

A Coca-Cola FEMSA Brasil confirmou que mantém o plano de investir cerca de R$ 1 bilhão na implantação de uma nova fábrica no interior do estado de São Paulo, e cidades do Vale do Paraíba continuam na disputa para receber o empreendimento. Apesar da confirmação do aporte, a definição do município escolhido ainda não foi anunciada e deve ficar para meados de 2026.

Em posicionamento oficial, a empresa informou que o projeto segue em fase de análise e faz parte da estratégia de expansão da companhia no Brasil. Segundo a Coca-Cola FEMSA, a decisão será tomada com base em critérios técnicos e alinhada ao desenvolvimento socioeconômico sustentável das regiões avaliadas.

A expectativa inicial era de que o anúncio ocorresse até o fim de 2025, o que não se concretizou. Ainda assim, o investimento está mantido, embora sem data definida para a divulgação da cidade vencedora.

No Vale do Paraíba, ao menos quatro municípios chegaram a disputar a instalação da nova unidade: Pindamonhangaba, Lorena, Queluz e Caçapava. Desses, Pindamonhangaba, Lorena e Queluz aparecem como os nomes mais bem posicionados na avaliação técnica conduzida pela empresa.

Apesar de parte da cobertura regional concentrar a disputa em outros municípios, Cruzeiro também segue no jogo. Recentemente, o prefeito Kleber Silveira afirmou publicamente que “não jogou a toalha” em relação à instalação da fábrica e que o município continua no páreo. Segundo ele, a cidade reúne localização estratégica, área disponível e capacidade de articulação para competir em um projeto desse porte, mesmo que nem sempre apareça no noticiário regional.

A escolha envolve fatores como logística, acesso a rodovias estratégicas, disponibilidade de áreas industriais, infraestrutura urbana e viabilidade ambiental e econômica. Pindamonhangaba surge como uma das favoritas por reunir parque industrial consolidado e forte articulação política, incluindo o apoio do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, aliado do prefeito local.

Lorena aposta na localização privilegiada às margens da Rodovia Presidente Dutra, um dos principais eixos logísticos do país. Movimentações recentes de equipes de topografia na cidade chegaram a levantar especulações, mas a Prefeitura afirmou que não há confirmação oficial sobre a instalação da fábrica no município.

Queluz, por sua vez, apresenta como diferencial um terreno com características semelhantes às da antiga planta da Coca-Cola em Porto Real, no Rio de Janeiro, o que pode facilitar aspectos técnicos do projeto. Caçapava chegou a participar das tratativas iniciais, mas as conversas não avançaram para a fase final.

Fora do Vale, outras cidades paulistas também seguem no páreo, como Itu, Sorocaba, Bragança Paulista, Jundiaí e Campinas, ampliando a concorrência pelo investimento bilionário.

A nova fábrica, quando definida, deve gerar centenas de empregos diretos e indiretos, aquecer o setor de serviços e provocar impacto significativo no PIB regional. A expectativa é que o complexo industrial seja um dos mais modernos da América Latina, com alto nível de automação, uso de tecnologia de ponta e soluções voltadas à sustentabilidade ambiental.

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