Mulher em Belo Horizonte é diagnosticada com Guillain-Barré após uso de “caneta emagrecedora” do Paraguai
Uma mulher de 42 anos, moradora de Belo Horizonte (MG), foi diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré após utilizar uma chamada “caneta emagrecedora” adquirida no Paraguai. O caso foi confirmado pela família e divulgado nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, e acende um alerta sobre os riscos do uso de medicamentos sem registro e sem acompanhamento médico.
A paciente está internada desde dezembro de 2025 em um hospital da capital mineira. Segundo familiares, os primeiros sintomas surgiram poucos dias após o uso do produto e incluíram dores abdominais, fraqueza muscular progressiva e dificuldades para se locomover, quadro compatível com a síndrome neurológica rara.
A confirmação do diagnóstico ocorreu após avaliações clínicas e exames específicos. A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune em que o próprio organismo passa a atacar os nervos periféricos, podendo evoluir rapidamente e causar paralisia e, em casos mais graves, comprometimento da respiração.
De acordo com os relatos, a mulher utilizou a caneta emagrecedora sem prescrição médica. O produto não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe a comercialização e o uso de medicamentos desse tipo sem aprovação oficial, justamente pelos riscos que podem representar à saúde.
O estado de saúde da paciente é considerado estável, porém o tratamento é prolongado e envolve acompanhamento médico contínuo, além de sessões de fisioterapia para recuperação da força e dos movimentos.
Especialistas alertam que medicamentos adquiridos de forma irregular, especialmente os voltados para emagrecimento rápido, podem conter substâncias desconhecidas ou em dosagens inadequadas, oferecendo sérios riscos. O caso segue sendo acompanhado pela equipe médica e a família espera que a situação sirva de alerta para outras pessoas.

