Sábado, Março 7, 2026
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Menina de 2 anos sobrevive a incêndio criminoso provocado pelo pai, deixa a UTI e emociona Poços de Caldas

A menina de 2 anos que ficou gravemente ferida após um incêndio criminoso provocado pelo próprio pai, em Poços de Caldas, apresentou evolução clínica significativa e deixou a Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa, sendo transferida para um quarto da pediatria. A mãe da criança, de 31 anos, também vítima do ataque, permanece internada na UTI em estado grave, mas com sinais de melhora.

De acordo com informações apuradas junto ao hospital, mãe e filha seguem recebendo acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar. A criança, apesar da gravidade das queimaduras, respondeu bem ao tratamento inicial. Já a mulher continua sob cuidados intensivos, evoluindo dentro do quadro esperado para pacientes vítimas de queimaduras extensas.

O episódio chocou a cidade. Conforme apurado pelas autoridades, o homem, companheiro da mulher e pai da criança, ingeriu bebida alcoólica, discutiu com a esposa e, após ela se refugiar no banheiro para escapar das agressões, ateou fogo em um sofá da sala usando solvente. As chamas se espalharam rapidamente pela residência.

A mulher conseguiu sair do imóvel com cerca de 15% do corpo queimado. A criança, no entanto, ficou presa dentro da casa tomada pelo fogo e pela fumaça tóxica. Ela só foi retirada graças à ação decisiva de um policial militar, que não hesitou em entrar no local em chamas para salvá-la.

O resgate foi realizado pelo sargento Tardioli, da Polícia Militar, que atendeu inicialmente a um chamado de violência doméstica e se deparou com o incêndio. Segundo o policial, o fogo intenso e a fumaça escura dificultavam qualquer aproximação, agravadas pelo uso de thinner no incêndio. A situação começou a ser controlada com a ajuda de vizinhos, que arrombaram uma janela e passaram a jogar água para conter as chamas.

Aproveitando a redução momentânea do fogo, o policial entrou rastejando na residência, praticamente sem visibilidade, guiando-se apenas pelo tato e pelas informações repassadas pela mãe, que indicou que a filha estaria na cozinha. A criança foi encontrada inconsciente, retirada do imóvel e submetida a manobras de reanimação. Ela sofreu queimaduras em cerca de 25% do corpo.

O agressor resistiu à prisão, precisou de atendimento médico por queimaduras leves e foi conduzido à delegacia. O caso é investigado como tentativa de feminicídio, com agravantes relacionados à presença da criança no interior do imóvel no momento do incêndio.

O episódio mobilizou forças de segurança, profissionais da saúde e a comunidade local, e segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades e pelo hospital, enquanto mãe e filha lutam pela recuperação.

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