Sexta-feira, Março 6, 2026
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Polícia Ambiental intensifica fiscalização e desmantela posse ilegal de animais silvestres no Litoral Norte

Uma operação da Polícia Militar Ambiental escancarou mais uma vez uma prática silenciosa, mas ilegal, que persiste no Litoral Norte paulista. A ação, realizada em Ilhabela e São Sebastião, teve como foco o combate à captura e à manutenção irregular de animais silvestres e resultou na apreensão de dez tartarugas da espécie tigre-d’água, mantidas sem qualquer autorização dos órgãos ambientais competentes.

A operação ocorreu após levantamentos e averiguações da Polícia Ambiental, que apontaram a existência de animais silvestres sendo mantidos de forma irregular em imóveis da região. Em Ilhabela, seis tartarugas foram localizadas em uma pousada no bairro Perequê. Já em São Sebastião, outras quatro tartarugas da mesma espécie foram encontradas durante a fiscalização, também em situação considerada ilegal pela legislação ambiental.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, os animais apresentavam boas condições de saúde, não havendo indícios de maus-tratos. Ainda assim, a infração ambiental foi caracterizada pela posse indevida. A espécie tigre-d’água é classificada como exótica e não pode ser domesticada, justamente por representar riscos ao equilíbrio ambiental, à fauna nativa e aos ecossistemas locais quando retirada de seu ambiente natural ou mantida fora dos critérios legais.

Os responsáveis pelos animais foram autuados com base na legislação ambiental vigente, que proíbe a captura, a comercialização e a manutenção de animais silvestres ou exóticos sem autorização específica. As multas e sanções variam conforme a gravidade da infração e podem incluir penalidades administrativas e criminais.

Após a apreensão, todas as tartarugas foram encaminhadas à sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Lorena, onde passarão por avaliação técnica, acompanhamento veterinário e posterior destinação adequada, conforme os protocolos ambientais.

A Polícia Ambiental reforçou que ações como essa têm caráter educativo e repressivo, buscando coibir práticas ilegais e conscientizar a população sobre a importância da preservação da fauna. A corporação também destaca que manter animais silvestres em cativeiro, mesmo sem maus-tratos aparentes, é crime ambiental e prejudica diretamente o equilíbrio da natureza.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima e são fundamentais para o sucesso das fiscalizações, fortalecendo o trabalho de proteção ambiental e garantindo a preservação das espécies para as próximas gerações.

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