Sexta-feira, Março 6, 2026
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“Minha empresa, minhas regras”: empresário corta cabelo de funcionário em São José dos Campos e imagens viralizam

Um vídeo gravado dentro de um escritório em São José dos Campos ganhou grande repercussão nas redes sociais e provocou debate sobre limites no ambiente de trabalho. As imagens, que viralizaram em poucas horas, mostram o empresário Wellington De Tarso, de 34 anos, cortando o cabelo rosa de um funcionário dentro da empresa. Na gravação, o colaborador aparenta desconforto com a situação, o que gerou forte reação do público.

O registro foi publicado na quinta-feira (15) e rapidamente se espalhou em diferentes plataformas, acumulando milhares de visualizações e comentários. Internautas criticaram a atitude, classificando a cena como autoritária e humilhante, enquanto outros defenderam o direito do empresário de impor regras internas. “Esses empresários autoritários deveriam ser banidos do mercado”, escreveu um usuário em uma das postagens.

As imagens mostram Wellington utilizando uma máquina de cortar cabelo no meio do escritório, diante de outros funcionários. A exposição do colaborador e o tom do vídeo contribuíram para que o conteúdo viralizasse, ampliando a polêmica e levando o caso para além do círculo da empresa.

Após a repercussão, o empresário afirmou que tudo não passou de uma brincadeira previamente combinada com o funcionário, que é parente dele. Segundo Wellington, o rapaz chegou ao trabalho com o cabelo rosa, mas já pretendia pintá-lo novamente, e o vídeo teria sido pensado justamente para gerar engajamento nas redes sociais. O objetivo foi alcançado: em poucas horas, as postagens ultrapassaram 10 mil visualizações.

Mesmo alegando encenação, Wellington reconheceu que o vídeo reflete a cultura adotada na empresa, a aceleradora de negócios Seven. De acordo com ele, há regras claras sobre vestimenta e postura profissional, explicadas no momento da contratação, especialmente pelo perfil de clientes atendidos, considerados de alto padrão.

Com atuação nas áreas de marketing e implementação de processos de vendas, a empresa conta com 17 funcionários e mais de uma década de mercado. O empresário refutou as acusações de autoritarismo e afirmou que cada empresa tem o direito de estabelecer normas para preservar sua imagem e o funcionamento do negócio. Na avaliação dele, atitudes individuais podem comprometer o branding e a relação com clientes.

Sobre as críticas mais duras, Wellington afirmou que é o empresário quem assume os riscos e as consequências das decisões tomadas. Para ele, a cobrança recai sobre quem empreende, tanto nos momentos de sucesso quanto nas dificuldades. O empresário também destacou que o funcionário envolvido trabalhou com ele ainda adolescente, retornou à empresa há cerca de dois anos e completou 18 anos em 2025, reforçando que houve consentimento para a gravação.

Mesmo com a explicação, o caso segue repercutindo nas redes sociais e reacende discussões sobre exposição de funcionários, hierarquia no ambiente corporativo e os limites entre marketing, brincadeira e possível abuso de poder.

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