De Guaratinguetá para a Marinha Mercante: jovem passa na EFOMM estudando sozinho em casa e vira exemplo de disciplina
Washington Luiz Pettinati, de 21 anos, natural de Guaratinguetá, é a prova concreta de que disciplina, foco e persistência ainda são caminhos possíveis para mudar de vida no Brasil. Sem cursinho, sem preparatório presencial e longe das fórmulas milagrosas da internet, ele conquistou uma das vagas mais disputadas do país: a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM).
Foram dois anos inteiros de estudo em casa, com rotina rígida e compromisso diário. Washington encarou uma concorrência superior a 10 mil candidatos e, mesmo assim, esteve entre os aprovados que se apresentaram nesta semana no Rio de Janeiro para iniciar um novo ciclo de formação e vida profissional.
A rotina não era simples. O jovem estudava entre 12 e 14 horas por dia, com horários definidos para cada atividade, incluindo pausas, alimentação e descanso. Não havia espaço para festas, saídas ou distrações. O projeto era claro: passar. E tudo o que não contribuía para esse objetivo ficava de fora.
A EFOMM é considerada uma das portas mais sólidas para quem busca carreira estável, bem remunerada e com projeção nacional e internacional, formando oficiais da Marinha Mercante que atuam em navios de grande porte e na logística marítima do país. Justamente por isso, o processo seletivo é extremamente rigoroso e seletivo.
A história de Washington vai além da aprovação em um concurso concorrido. Ela se transforma em uma pauta de motivação para outros jovens que muitas vezes acreditam que só é possível vencer com grandes estruturas, cursinhos caros ou condições ideais. O caso mostra que estudar em casa, com método, disciplina e empenho real, pode sim levar à aprovação.
Em um tempo marcado por imediatismo, distrações constantes e pouca tolerância ao esforço prolongado, a trajetória do jovem de Guaratingueta lembra que resultados grandes costumam exigir renúncias proporcionais. Washington renunciou ao lazer, ao conforto e à rotina comum da juventude para investir em um sonho, e hoje colhe o resultado.
Mais do que um aprovado, ele se torna referência silenciosa de que foco ainda funciona. E de que, com organização e compromisso, o impossível pode virar rotina.

