Adolescente foge de casa, procura a PRF e denuncia agressões da própria tia em Aparecida; Polícia Civil aprofunda investigação por maus-tratos
Um episódio de extrema gravidade envolvendo violência contra menor está sendo apurado pela Polícia Civil em Aparecida e expõe uma situação de vulnerabilidade dentro do ambiente familiar. Um adolescente de 13 anos, em evidente estado de fragilidade emocional, deixou a casa onde vivia e procurou ajuda em uma base da Polícia Rodoviária Federal, relatando que vinha sendo vítima de agressões físicas constantes praticadas pela própria tia, responsável legal por sua guarda.
De acordo com as informações apuradas, o jovem contou aos policiais que as agressões não eram episódios isolados, mas recorrentes, e que também sofria maus-tratos no convívio diário com outros moradores da residência. Diante do relato e da gravidade da situação, os agentes da PRF acionaram os órgãos competentes e o caso foi imediatamente encaminhado para a Polícia Civil, que deu início aos procedimentos de investigação.
A mulher apontada como principal suspeita, uma tia de 45 anos, foi localizada e compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos. Durante o depoimento, ela admitiu que agrediu o sobrinho, apresentando como justificativa um suposto comportamento inadequado do adolescente em relação à sua filha. A versão apresentada, no entanto, não afasta a responsabilidade criminal, uma vez que qualquer forma de agressão física contra criança ou adolescente é considerada crime.
Para a apuração técnica dos fatos, a Polícia Civil requisitou a realização de exame de corpo de delito no adolescente, medida fundamental para confirmar a existência de lesões e reforçar as provas no inquérito. Paralelamente, o Conselho Tutelar foi acionado, e medidas de proteção foram adotadas para garantir a integridade física e psicológica do jovem.
Como ação imediata de segurança, o adolescente foi acolhido provisoriamente pela Casa da Infância e do Adolescente de Aparecida, onde permanece sob acompanhamento, recebendo assistência social e psicológica. O objetivo é assegurar proteção enquanto o caso é analisado pelas autoridades competentes.
A investigação segue em andamento e o episódio será tratado conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece punições rigorosas para casos de maus-tratos, violência doméstica e violação de direitos fundamentais. O desfecho do caso poderá resultar em responsabilização criminal, além de medidas judiciais relacionadas à guarda e à proteção do menor.


