9 por Cachoeira: proposta para reduzir número de vereadores ganha força e apoio político em Cachoeira Paulista
A discussão sobre o tamanho do Legislativo Municipal de Cachoeira Paulista ganhou novo fôlego após o ex-vereador Claudinho Gaspar trazer à tona a proposta de um Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município que prevê a redução do número de vereadores de 13 para 9 já a partir da próxima legislatura. A ideia, que inicialmente circulava de forma tímida, começou a ganhar corpo e repercussão política nos últimos dias.
No início, a informação divulgada era de que seriam necessárias cerca de 250 assinaturas de eleitores para que o projeto pudesse ser protocolado e levado à apreciação do plenário. No entanto, uma reviravolta mudou completamente o cenário. O vereador Michel Xandão decidiu acatar a proposta, aprofundou o embasamento jurídico da iniciativa e corrigiu publicamente o número mínimo de assinaturas, com base na Constituição Federal e na legislação que rege projetos de iniciativa popular.
Segundo o vereador, para que a proposta avance pela via popular, serão necessárias entre 1.300 e 1.500 assinaturas válidas, o que corresponde a aproximadamente 5% do eleitorado do município. Como alternativa, o projeto também pode tramitar com a assinatura de cinco vereadores, caminho que vem sendo avaliado nos bastidores políticos.
A mobilização já começa a ganhar aliados. O vereador Agenor do Todico declarou apoio à proposta e se colocou à disposição para contribuir com a articulação política e com o debate junto à população. O movimento, que passou a ser identificado pelo lema “9 por Cachoeira”, começa a ganhar espaço nas redes sociais e em grupos populares da cidade.
Os defensores da proposta argumentam que Cachoeira Paulista não comporta, do ponto de vista populacional e orçamentário, um Legislativo com 13 vereadores. A justificativa central é econômica e administrativa: com a redução do número de cadeiras, haveria diminuição dos custos da Câmara Municipal, possibilitando um repasse maior de recursos ao Executivo ao final de cada exercício financeiro.
De acordo com os apoiadores, esse dinheiro poderia ser direcionado para áreas consideradas prioritárias, como saúde e educação, setores frequentemente apontados pela população como carentes de investimentos. Para eles, a medida não representa perda de representatividade, mas sim uma adequação à realidade do município e um gesto de responsabilidade com o dinheiro público.
O debate está apenas começando, mas já provoca movimentação política e divide opiniões na cidade. Enquanto parte da população vê a proposta como um passo necessário para enxugar gastos e tornar o Legislativo mais eficiente, outros defendem a manutenção do número atual de vereadores. O fato é que o tema entrou definitivamente na pauta política de Cachoeira Paulista e promete desdobramentos nos próximos meses.

