Sexta-feira, Março 6, 2026
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TIRO FATAL NA PERIMETRAL: Ministério Público denuncia guarda municipal por morte de adolescente e duas tentativas de homicídio em Varginha

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou à Justiça um guarda civil municipal de Varginha, de 46 anos, pela morte de um adolescente durante uma abordagem na Avenida Perimetral. Além do homicídio consumado, o agente também foi denunciado por duas tentativas de homicídio, em um caso que segue gerando forte repercussão e questionamentos sobre a atuação da corporação.

A denúncia foi oferecida após a análise do inquérito conduzido pela Polícia Civil, que apurou a morte de Cauã Batista da Silva, de 17 anos. O adolescente foi atingido por um disparo de arma de fogo durante uma ação da Guarda Civil Municipal contra motociclistas que realizavam manobras irregulares. A ocorrência aconteceu em um trecho da Avenida Perimetral que liga a Avenida Celina Ferreira Ottoni à Avenida dos Tachos.

Conforme a versão apresentada à época pela Guarda Municipal, os motociclistas teriam desobedecido à ordem de parada, fugido pela contramão e, em determinado momento, entrado em um cafezal. Um dos agentes relatou que Cauã, que estava na garupa de uma motocicleta, teria feito movimentos interpretados como ameaça, levando o guarda a acreditar que ele estivesse armado. Diante dessa percepção, o agente efetuou disparos. O adolescente foi baleado pelas costas e outras duas pessoas também acabaram atingidas.

Familiares e amigos de Cauã contestam a ação e a narrativa apresentada pelos agentes, apontando excesso e cobrando responsabilização. Após o episódio, a corregedoria da Guarda Civil Municipal instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta dos envolvidos. O guarda que realizou os disparos teve a arma recolhida para perícia, foi afastado das funções operacionais e acabou preso.

Até o momento, a Guarda Civil Municipal informou que não foi oficialmente notificada sobre o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público. Caso o Tribunal de Justiça de Minas Gerais aceite a acusação, o agente passará à condição de réu, com a abertura formal da ação penal.

Segundo informações da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, o guarda permanece preso no presídio de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, à disposição da Justiça, enquanto o caso segue seu curso judicial.

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