Sexta-feira, Março 6, 2026
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Da busca por uma criança à prisão em flagrante: injúria racial contra guarda-vidas termina em confusão na Praia Grande, em Ubatuba

O que começou como um pedido de ajuda na faixa de areia da Praia Grande, em Ubatuba, terminou em confusão generalizada, intervenção policial e prisão em flagrante na manhã de quinta-feira (8). Uma mulher de 36 anos foi detida após praticar injúria racial contra um guarda-vidas, a quem teria chamado de “macaco” durante uma discussão ocorrida em uma das praias mais movimentadas do Litoral Norte.

De acordo com informações apuradas junto ao Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), a mulher estava acompanhada de um homem quando procurou um guarda-vidas temporário, informando que seu filho havia desaparecido na praia. No momento do pedido, o profissional já atendia outra ocorrência de emergência no mar, situação que exigia atenção imediata e prioridade no salvamento.

Ainda segundo o GBMar, a impossibilidade de atendimento imediato teria causado revolta na mulher, que passou a hostilizar verbalmente o guarda-vidas. Testemunhas relataram que o tom da conversa rapidamente se elevou, chamando a atenção de outros banhistas e comerciantes da região.

Imagens registradas por câmeras de segurança e por celulares, que circularam nas redes sociais, mostram o instante em que dois guarda-vidas se aproximam do casal nas proximidades de um quiosque. A discussão se intensifica, há troca de empurrões e o desentendimento evolui para agressões físicas, gerando tumulto em plena orla.

Diante da confusão, equipes da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal foram acionadas e intervieram para separar os envolvidos e restabelecer a ordem no local. Todos os participantes da ocorrência foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. Ao todo, dez pessoas foram ouvidas no distrito policial, entre envolvidos diretos e testemunhas.

Em depoimento, a mulher alegou que os guarda-vidas teriam se recusado a prestar auxílio, além de afirmar que ela e seus familiares teriam sido ofendidos verbalmente e agredidos fisicamente. Os guarda-vidas, por sua vez, negaram as acusações e relataram que foram alvo de ofensas, incluindo a expressão de cunho racista que motivou a prisão.

Com base nos relatos colhidos, nas imagens analisadas e no registro da ocorrência, a mulher foi presa em flagrante. O caso foi registrado como vias de fato, preconceito de raça ou cor, lesão corporal e desacato. A investigação seguirá para apurar com mais profundidade as circunstâncias do episódio e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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