Canil da crueldade reabre na clandestinidade e termina com prisão em Volta Redonda; filhote morto escancara reincidência de maus-tratos
Uma ação da Polícia Civil revelou, na manhã desta quarta-feira (7), um cenário de abandono, sofrimento e total desrespeito às leis de proteção animal no bairro Siderlândia, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Uma mulher foi presa em flagrante por maus-tratos após os agentes encontrarem um canil clandestino em funcionamento, mesmo após o espaço já ter sido interditado pela prefeitura em setembro de 2025.
Os policiais foram ao local para cumprir um mandado de busca e apreensão e acabaram se deparando com uma situação considerada grave pelas autoridades. No interior do imóvel, eram mantidos oito animais adultos e quatro filhotes recém-nascidos. Um dos filhotes já estava morto, o que reforçou a suspeita de negligência extrema. As condições sanitárias e estruturais do espaço eram precárias, sem higiene adequada, ventilação ou cuidados básicos, configurando claramente o crime de maus-tratos.
Segundo o delegado adjunto de Volta Redonda, José Carlos Neto, os sinais de crueldade eram evidentes e não deixaram alternativa à equipe policial. Diante da situação encontrada, foi dada voz de prisão à responsável pelo criadouro clandestino. A polícia apurou ainda que a mulher teria adquirido os animais já adultos, o que levanta a suspeita de uma prática irregular recorrente, voltada possivelmente à reprodução e comercialização ilegal de cães, mesmo após a interdição anterior do local.
A operação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal (SMPDA), que auxiliou no resgate dos cães. Todos os animais sobreviventes foram recolhidos e encaminhados para uma clínica veterinária, onde passaram a receber atendimento especializado, avaliação de saúde e cuidados emergenciais. Após essa etapa, eles deverão ser encaminhados para tutores provisórios, enquanto o caso segue em apuração.
A suspeita foi conduzida à delegacia de Volta Redonda, que ficará responsável pela investigação. Ela permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia nos próximos dias. O caso volta a acender o alerta para a reincidência de crimes contra animais na região e reforça a importância da fiscalização contínua e de denúncias da população para impedir que espaços já interditados voltem a funcionar na clandestinidade, colocando em risco a vida de animais indefesos.


