Cachoeira Paulista vive onda de críticas à gestão Breno Anaya após enxurrada de comentários em grupo popular
A gestão do prefeito Breno Anaya voltou ao centro de fortes críticas em Cachoeira Paulista após uma sequência de comentários publicados em um dos grupos mais movimentados da cidade nas redes sociais. As manifestações, feitas por moradores de diferentes bairros, expõem um clima generalizado de insatisfação e revolta com os rumos da administração municipal.

As postagens e comentários retratam uma cidade descrita como abandonada, com ruas escuras, buracos, mato alto, problemas graves na saúde, na educação, na infraestrutura e na limpeza urbana. Expressões como “cidade em caos”, “trem desgovernado”, “saúde na UTI” e “cenário de abandono” se repetem nas falas, revelando a percepção de que falta governabilidade, planejamento e presença do poder público.

Diversos moradores também relacionam a situação atual ao orçamento municipal, que teria girado em torno de R$ 100 milhões, questionando por que, mesmo com esse volume de recursos, os problemas básicos seguem sem solução. Há críticas diretas à ausência do prefeito, apontado como alguém que “não responde”, “não lidera” e “não governa”, além de cobranças por promessas de campanha que não saíram do papel.

Entre os temas mais citados estão a não reabertura da Santa Casa e do centro cirúrgico, a precariedade do atendimento em saúde, a falta de valorização dos servidores públicos, a situação do transporte escolar, o estado das escolas, a sujeira da cidade e o fechamento de serviços em bairros mais afastados, como o Embaú.

Moradores também mencionam o pior fim de ano já vivido no município, classificando o Natal e o Réveillon como frustrantes e mal organizados.
Os comentários ainda apontam contradições do atual governo, lembrando que integrantes da gestão fizeram parte de administrações passadas que hoje são criticadas. Para muitos, o discurso de “nova história” se transformou em frustração, improviso e amadorismo. Há também críticas ao excesso de exposição de secretarias específicas, enquanto o chefe do Executivo permanece ausente do debate público.
O tom predominante nas publicações é de cansaço e descrença. Parte da população cobra respostas concretas, planejamento e ações efetivas, afirmando que Cachoeira Paulista estaria vivendo não uma nova era de avanços, mas um período marcado por retrocessos, desgaste político e sofrimento social.

