Golpe do aluguel fantasma faz turista perder R$ 15 mil em Maresias, em São Sebastião
Um turista teve as férias transformadas em prejuízo após cair em um golpe de falso aluguel de temporada envolvendo um suposto imóvel em Maresias, no município de São Sebastião, no Litoral Norte paulista. O caso foi registrado na sexta-feira (3) como estelionato, após a vítima descobrir que o imóvel simplesmente não existia.
Segundo o boletim de ocorrência, o turista encontrou o anúncio nas redes sociais, mais especificamente no Instagram. A partir daí, passou a negociar diretamente com o suposto responsável pelo imóvel por meio de mensagens no WhatsApp. Convencido pela conversa e pelas imagens apresentadas, ele realizou o pagamento integral da reserva, que somou R$ 15 mil, acreditando ter garantido a estadia para o período de férias.
A fraude só veio à tona quando o turista chegou ao endereço informado, em Maresias. No local, funcionários do condomínio esclareceram que não havia qualquer locação registrada em seu nome e alertaram que outras pessoas já haviam aparecido anteriormente relatando situações semelhantes, todas vítimas do mesmo tipo de golpe.
Diante do ocorrido, a vítima procurou a polícia e formalizou o registro como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. A ocorrência foi registrada com autoria desconhecida. A orientação das autoridades é que a vítima reúna todos os comprovantes de pagamento, prints do anúncio e das conversas mantidas com o golpista, para auxiliar nas investigações e na tentativa de identificação dos responsáveis.
Com o aumento da procura por imóveis de temporada durante o verão, casos como esse têm se tornado cada vez mais frequentes no Litoral Norte. Especialistas alertam que a maioria dos golpes ocorre quando a negociação é feita fora de plataformas oficiais, sem contratos formais ou garantias ao consumidor.
Para evitar cair em armadilhas semelhantes, a recomendação é priorizar plataformas conhecidas de aluguel por temporada, desconfiar de preços muito abaixo do mercado, evitar pagamentos imediatos sem verificação prévia, solicitar contrato e confirmar a reserva diretamente com a administração ou portaria do condomínio antes da viagem. Guardar todos os comprovantes e desconfiar de negociações exclusivamente por redes sociais também são medidas essenciais para reduzir os riscos.

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