Corpos enterrados em SC são de quatro jovens vindos de MG
As famílias dos quatro jovens desaparecidos vindos de Minas Gerais confirmaram que os corpos encontrados enterrados em uma área rural de Biguaçu, na região da Grande Florianópolis, pertencem aos rapazes que estavam sendo procurados desde o fim de dezembro. A confirmação ocorreu após informações preliminares repassadas pelas autoridades e o reconhecimento de características apontadas durante os trabalhos de investigação, embora a identificação oficial ainda dependa dos exames da Polícia Científica.
Os quatro corpos foram localizados na manhã deste sábado, às margens de uma estrada no bairro Fundos. De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta das 8h45 após denúncia sobre a presença de cadáveres na região. No local, os policiais constataram que se tratava de quatro corpos em avançado estado de decomposição, enterrados, amarrados e com sinais aparentes de extrema violência, incluindo indícios de mutilação.
Diante da gravidade da cena, a área foi imediatamente isolada para preservação dos vestígios. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram a perícia, coletaram evidências e providenciaram o recolhimento dos corpos para exames detalhados, que devem confirmar tecnicamente a identidade das vítimas e auxiliar na elucidação do crime.
O caso vinha sendo investigado pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas. Os jovens haviam sido vistos pela última vez no Centro de Florianópolis e também foram registrados por câmeras de segurança durante a madrugada, em frente ao apartamento onde moravam juntos no bairro Barreiros, em São José, cidade vizinha à capital catarinense.
Familiares relataram que os quatro chegaram a Santa Catarina entre os meses de outubro e dezembro, motivados pela busca por trabalho e melhores condições de vida. Desde o desaparecimento, parentes viviam dias de angústia e incerteza, agora transformados em luto com a confirmação feita pelas próprias famílias.
Os jovens são:
- Daniel Luiz da Silveira, 28 anos, natural de Guaxupé (MG);
- Bruno Máximo da Silva, 28 anos, natural de Guaranésia (MG);
- Guilherme Macedo de Almeida, 20 anos, natural de Guaranésia (MG);
- Pedro Henrique Prado de Oliveira, 19 anos, natural de Araraquara (SP).
As investigações seguem em andamento e são tratadas como prioridade pelas forças de segurança. A polícia trabalha para esclarecer a dinâmica do crime, identificar os responsáveis e apontar as motivações, em um caso que chocou Santa Catarina e Minas Gerais.


