Sábado, Março 7, 2026
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“O ano mais difícil que já passei, e foi o que mais cresci”: quem era a engenheira que visitou Aparecida antes de morrer em acidente

Aparecida antes de morrer em acidente
O que seria um reencontro de fim de ano terminou em tragédia. A engenheira Mariani Gambarini Vassoler, de 31 anos, morreu em um grave acidente de trânsito enquanto seguia viagem para passar o Natal com a família. A história ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de uma publicação feita por ela momentos antes da viagem, durante uma visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no Vale do Paraíba.


Mariani viajava de Sorocaba, onde morava desde o início do ano, para Iconha, cidade natal da família. Antes de seguir caminho, decidiu fazer uma parada em Aparecida como forma de agradecimento. Em suas redes sociais, escreveu que 2025 havia sido “o ano mais difícil que já passei, e foi o que mais cresci”, deixando registrada uma mensagem de gratidão e fé. Na mesma postagem, pediu proteção: “Que Nossa Senhora Aparecida nos abençoe”.


Após a confirmação da morte, a mensagem passou a circular amplamente nas redes sociais e foi tomada como um retrato do momento vivido por Mariani, que atravessava uma fase de recomeço pessoal e profissional. Amigos e familiares destacaram que a visita ao Santuário refletia sua espiritualidade e a forma como encarava os desafios da vida.


O acidente ocorreu sob pista molhada. Mariani conduzia um Toyota Etios quando perdeu o controle do veículo, que rodou na pista e colidiu lateralmente com um caminhão carregado com cimento a granel. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.


No carro estava também Chopp, o cão da engenheira. O animal sobreviveu ao impacto e, segundo relatos da família, permaneceu ao lado da tutora até a chegada das equipes de resgate. A cena de lealdade se tornou um dos pontos mais marcantes da tragédia e comoveu pessoas próximas e desconhecidos.


Natural de Iconha, Mariani havia se mudado para Sorocaba em janeiro, buscando crescimento profissional e novas oportunidades. Antes disso, viveu em Iriri, no município de Anchieta, onde trabalhou com o tio em um posto de combustíveis. Ela deixa pai, mãe e um irmão.


O motorista do caminhão permaneceu no local, prestou socorro e foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo. Após prestar depoimento, ele foi liberado pela Polícia Civil.


As causas do acidente seguem sob investigação.

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