Sexta-feira, Março 6, 2026
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Polícia de Taubaté descarta denúncia de estupro e roubo feita por mulher surda em corrida por aplicativo

A Polícia Civil de Taubaté concluiu a investigação sobre a denúncia de estupro, agressão e roubo supostamente ocorridos durante uma viagem por aplicativo e descartou completamente a versão apresentada pela denunciante. O caso envolvia uma mulher surda, de 36 anos, e mobilizou equipes do DEIC após o registro da ocorrência. Ao final da apuração, a própria mulher reconheceu que a comunicação feita à polícia não correspondia à realidade dos fatos.

De acordo com o delegado do DEIC de Taubaté, Vinicius Garcia Vieira, a investigação avançou a partir da análise minuciosa do depoimento inicial, que apresentou contradições relevantes. As informações fornecidas sobre o local de origem da corrida e sobre a solicitação do serviço de transporte por aplicativo não foram confirmadas pelas empresas responsáveis pelas plataformas, que apontaram inexistência de qualquer corrida registrada nas circunstâncias descritas.

No boletim de ocorrência, familiares relataram que a mulher teria solicitado uma corrida no Mercadão de Taubaté e que, após entrar no veículo, o motorista teria alterado a rota, levando-a até uma área rural, onde outros dois homens estariam aguardando. Segundo essa versão inicial, ela teria sido violentada, agredida e roubada. Contudo, o trabalho investigativo revelou inconsistências importantes nessa narrativa.

Durante a apuração, a polícia teve acesso a imagens que mostraram a mulher nas proximidades do local citado, porém acompanhada de outra pessoa, e não em situação compatível com o relato apresentado. Essa pessoa foi identificada e ouvida formalmente, afirmando que os fatos narrados não ocorreram. Diante das provas reunidas, incluindo imagens e registros documentais, a mulher foi novamente chamada à delegacia.

Confrontada com os elementos da investigação, ela acabou admitindo que havia levado aos órgãos de controle informações que não eram verdadeiras. Com isso, a Polícia Civil descartou a existência de estupro, agressão ou roubo relacionados a corrida por aplicativo no caso investigado.

O inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise da possibilidade de responsabilização por falsa comunicação de crime, conforme prevê a legislação. A Polícia Civil reforça que denúncias são sempre apuradas com seriedade, mas ressalta que comunicações falsas comprometem recursos públicos e podem gerar consequências legais.

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