Jovem suspeito de incendiar namorada em São Tomé das Letras tem prisão preventiva decretada e é levado para presídio em Três Corações
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu preventivamente, na noite de sexta-feira, o jovem suspeito de atear fogo na própria namorada em São Tomé das Letras, no Sul do estado. Kauê Magalhães Justino, de 19 anos, foi localizado na casa dos pais, em Três Corações, onde foi detido sem oferecer resistência e encaminhado ao sistema prisional do município.
A prisão foi determinada após o avanço das investigações, com a oitiva de testemunhas e a conclusão das primeiras perícias realizadas no local do crime. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento foram suficientes para a decretação da prisão preventiva, enquanto o inquérito segue em andamento.
A vítima é a professora Luana Leal Silva Rocha, de 26 anos, que permanece internada em estado grave na Santa Casa de Poços de Caldas, hospital referência no tratamento de queimaduras. Conforme informado pela polícia, novas testemunhas ainda serão ouvidas e, assim que houver condições clínicas, a própria vítima também deverá prestar depoimento.
A defesa de Kauê Magalhães Justino informou que só irá se manifestar após a realização da audiência de custódia, prevista para a tarde deste sábado.
O caso ganhou grande repercussão na região. O crime ocorreu no distrito de Sobradinho, em São Tomé das Letras, quando Luana sofreu queimaduras em cerca de 60% do corpo. De acordo com a Polícia Militar, a vítima relatou que discutia com o namorado quando ele teria utilizado gasolina para atear fogo nela. Mesmo gravemente ferida, Luana recebeu ajuda de moradores e foi levada ao posto de saúde do distrito, sendo posteriormente transferida para hospitais em Três Corações e, depois, Poços de Caldas.
No local do crime, a perícia encontrou e apreendeu um galão de dois litros com vestígios de gasolina. Dias após o ocorrido, Kauê se apresentou espontaneamente na Delegacia de Três Corações, acompanhado dos pais e de um advogado, mas optou por permanecer em silêncio e foi liberado à época. Com a evolução das investigações, a Justiça decidiu pela prisão preventiva do suspeito.


