Sexta-feira, Março 6, 2026
Cidades

“Eu não conseguia defender”, diz tutora dos 10 cães que mataram ambulante em ataque em São José dos Campos

A tutora dos dez cães envolvidos na morte do vendedor ambulante Júlio César de Souza Oliveira, de 39 anos, deu detalhes sobre o ataque que terminou em tragédia na Zona Leste de São José dos Campos. Segundo ela, a tentativa de impedir a ação dos animais foi frustrada pela intensidade da agressão. Na tarde desta segunda-feira (8), equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolheram nove dos dez cães; um deles segue desaparecido. A operação contou com apoio da Polícia Militar.

A tutora, Fabrina Feijó, que trabalha como autônoma, afirmou que conheceu Júlio poucas horas antes do ataque. De acordo com seu relato, ambos chegaram juntos à casa e, logo na entrada, os cães reagiram de maneira inesperada e violenta. Ela disse que havia fechado o portão quando a situação fugiu de controle.

“Eu fechei o portão e os cachorros começaram a latir. Ele deu um chute no cachorro preto, que é o pai, o mais bravo. Nessa hora, os cachorros avançaram. Eu falava ‘anda, anda, anda’, mas ele não andava. Eu não conseguia defender”, contou.

Fabrina relatou que mora na residência há apenas duas semanas e afirmou que a convivência com os animais nunca havia apresentado sinais de que algo semelhante pudesse acontecer. Segundo ela, a reação dos cães ocorreu de forma repentina, deixando-a sem meios para controlar o grupo.

Ainda em estado de choque, ela disse que tentou intervir fisicamente para salvar a vida de Júlio. Desesperada, buscou objetos para afastar os animais e tentou puxá-los pelo corpo e pelas coleiras, mas não conseguiu conter o ataque.

“Eu fiz de tudo. Dei com a panela de pressão na cabeça do Max para ele soltar. Prendia ele, mas ele se soltava. Se eu soubesse que ia acontecer, jamais teria trazido alguém para dentro de casa. Ver uma pessoa morrer na sua frente e não poder fazer nada… Eu tentei fazer manobra de reanimação nele e não tive êxito”, afirmou.

Segundo o CCZ, os cães recolhidos foram encaminhados para avaliação veterinária e observação. O órgão informou que ainda está buscando localizar o décimo animal, que fugiu após o ataque. A Polícia Militar acompanhou toda a ação por medida de segurança.

A Polícia Civil segue investigando o caso, que foi registrado como morte suspeita. As circunstâncias exatas do ataque, o comportamento dos animais e a dinâmica do ocorrido continuam sendo apuradas. A tutora afirma estar colaborando com todas as etapas da investigação.

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Animais envolvidos em ataque foram recolhidos nesta segunda-feira, em São José — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

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