Sábado, Março 7, 2026
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REPRESA DO JAGUARI: BOMBEIROS DE JACAREÍ INTENSIFICAM BUSCAS POR JOVEM QUE DESAPARECEU SEM SABER NADAR

Operação entra no segundo dia, mobiliza equipes aquáticas e preocupa moradores da região

O desaparecimento de Mateus Santos, jovem que se afogou na Represa do Jaguari, localizada entre Jacareí e São José dos Campos, segue mobilizando o Corpo de Bombeiros de Jacareí, que continua a operação na manhã desta segunda-feira (1). A busca já se estende pelo segundo dia consecutivo, reunindo militares especializados em salvamento, embarcações e equipes de mergulho.

As informações apuradas até o momento indicam que o jovem estava visitando o reservatório pela primeira vez. Sem familiaridade com o ambiente e sem saber nadar, ele entrou na água próximo à margem. Em certo momento, teria avançado alguns metros, se desequilibrado e desaparecido na superfície rapidamente, sem pedir ajuda ou demonstrar sinais claros de luta, o que reforça a hipótese de afundamento súbito, comum em represas com turvação e deslocamento interno de água.

O acionamento das equipes de resgate ocorreu de forma imediata, poucos instantes após a vítima ser vista pela última vez. O Corpo de Bombeiros deslocou equipes com treinamento em salvamento aquático, que realizam a varredura com botes motorizados, pontos de observação, técnicas de rastreamento por área e buscas em profundidade com mergulhadores equipados, utilizando cilindros de ar, cabos-guia e métodos de busca circular no ponto de desaparecimento.

A complexidade do trabalho é intensificada por características naturais da Represa do Jaguari: profundidade irregular, água turva, baixa visibilidade submersa, corrente subterrânea em determinadas áreas, troncos, galhadas e estruturas naturais submersas, além de variações térmicas na água, que podem influenciar o deslocamento do corpo. Esses fatores fazem com que a operação exija precisão técnica, resistência das equipes e estratégias constantes de reposicionamento.

Durante a ação, o Corpo de Bombeiros reforçou um alerta à população: represas são ambientes de alto risco, mesmo em regiões aparentemente tranquilas. Correntes ocultas, desníveis repentinos no fundo, redemoinhos internos e obstáculos submersos podem fazer com que uma pessoa desapareça rapidamente, especialmente quando não há domínio de técnicas básicas de flutuação e deslocamento na água.

Enquanto os mergulhadores atuam nas áreas mais profundas, as equipes de superfície ampliam o raio de varredura e monitoram mudanças no vento e na movimentação da água, que podem alterar as zonas prioritárias de busca. Outros bombeiros se revezam na margem coletando relatos, identificando pontos estratégicos e garantindo que o trabalho siga dentro das condições de segurança operacional.

O caso gerou grande apreensão na região. Moradores que frequentam o reservatório relatam preocupação com afogamentos recorrentes, já que muitas áreas da represa, além de extensas, oferecem uma aparência de calmaria na superfície que não reflete o que acontece nas camadas internas da água. Isso reforça a importância da prevenção e da avaliação do local antes de qualquer atividade aquática.

Mesmo com o forte aparato empregado e longa permanência no cenário da ocorrência, não há indicativo concreto de localização do jovem até o momento. A operação segue ativa e deve continuar enquanto houver possibilidades técnicas e condições seguras para atuação dos militares.

Até o momento, Mateus ainda não foi localizado.

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