Sábado, Março 7, 2026
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MORTE SUSPEITA NO VALE: Pai desaparece ao buscar filho na creche e é encontrado morto sob árvore em acesso da Dutra

Desaparecido desde a tarde de quinta-feira, quando saiu de casa a pé para buscar o filho de 6 anos na creche, em Guaratinguetá, Diego Paludo, 40 anos, foi encontrado morto na sexta-feira, em um caso que deixou a família em choque e levanta dúvidas sobre a dinâmica da morte.

Segundo informações repassadas pelos familiares, Diego trabalhou normalmente na quinta, saiu do expediente por volta das 13h, retornou para casa e, depois das 17h, deixou a residência caminhando para ir até a creche localizada no bairro Parque do Sol, no município. O pai não chegou ao local, não enviou mensagens, não atendeu nem retornou ligações e o celular sequer chamava, intensificando a aflição de pais e irmãos.

O corpo foi localizado nas proximidades de um supermercado, próximo ao acesso da Via Dutra para a cidade, em um ponto vizinho ao trajeto que ele faria até a creche. Diego estava sentado debaixo de uma árvore, sem sinais aparentes de luta ou agressão. A irmã reconheceu o corpo ali mesmo, confirmando a identidade.

Apesar da ausência de marcas visíveis de violência, a família não descarta hipóteses. Entre as suspeitas mencionadas estão mal súbito, suicídio ou fatalidade clínica repentina. A causa da morte ainda precisará ser confirmada por exames do Instituto Médico Legal (IML) de Guaratinguetá, responsável pela investigação cadavérica.

No momento em que Diego foi dado como desaparecido, a irmã expressou o medo em um depoimento forte: “Ele não apareceu ali na creche do Parque do Sol, não apareceu. E desde então não atende mais telefone. Telefone dele nem chama. Eu estou com muito medo dele estar machucado.” Logo na sequência, ela reforçou a estranheza do comportamento, considerado incomum: “A gente não sabe nada, nada, nada dele. Ele nunca fez isso, ele é o menino mais tranquilo do mundo. Nunca deu trabalho, nunca fez nada de errado.”

O desaparecimento começou na tarde de quinta, quando ele deixou a casa para cumprir um compromisso familiar rotineiro: buscar o filho pequeno na creche do bairro Parque do Sol (Parque do Sol, Guaratinguetá), trajeto que costumava fazer sem qualquer histórico de ocorrências. O comportamento silencioso, somado ao local onde o corpo foi encontrado, sentado e sem marcas, torna o episódio atípico e emocionalmente devastador para a família que aguardava apenas um encontro cotidiano entre pai e filho.

O caso segue como morte suspeita, até que laudos técnicos concluam se houve fatalidade clínica, colapso físico ou ação intencional contra a própria vida. Enquanto isso, o episódio permanece como um alerta para a imprevisibilidade dos eventos que atravessam a vida urbana, especialmente em trajetos que cruzam zonas movimentadas como o acesso à Dutra, onde a morte ocorreu sem qualquer testemunha direta ou sinal externo.

Familiares e pessoas próximas ainda aguardam respostas. O silêncio do trajeto na quinta virou ruptura na sexta. O encontro sob a árvore virou despedida, sem conclusão. Resta o laudo e a espera. A região, mais uma vez, fica marcada por um mistério que começou na calçada e terminou na Dutra.

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