Sábado, Março 7, 2026
Capa

Movido a bicicletas, cinema itinerante gratuito e ao ar livre terá sessões em Pindamonhangaba e Lorena

Pindamonhangaba e Lorena vão se transformar em salas de cinema a céu aberto com a chegada do BikeCine, um cinema itinerante gratuito que tem um diferencial que chama atenção de longe: toda sua energia é gerada pelas pedaladas do próprio público. A iniciativa ocupa as praças com telão, projeção, som e acessibilidade, mas quem garante que tudo continue ligado é a plateia, que participa ativamente pedalando bicicletas fixas, bikes trazidas de casa acopladas ao sistema e até um pedal manual feito para ampliar a inclusão.

O circuito de exibições acontecerá em três noites sequenciais, de sexta-feira (28) a domingo (30), levando cultura, interatividade e sustentabilidade para espaços públicos do Vale do Paraíba. Em Pindamonhangaba, o projeto terá duas sessões às 19h, começando na sexta-feira (28), na Praça 7 de Setembro, com o aguardado longa “Auto da Compadecida 2”, sequência de um dos maiores clássicos do humor nacional, sempre lembrado com carinho por unir gerações diante do cinema brasileiro. No sábado (29), também às 19h, o BikeCine se deslocará para o Distrito de Moreira César, montando sua estrutura na Praça do CISAS, com a exibição do longa “Lilo & Stitch”, animação marcante que atravessou as últimas décadas como um fenômeno afetivo, capaz de reunir famílias inteiras nas cadeiras da praça, nas estações do pedal e no entusiasmo coletivo que o cinema ao ar livre costuma despertar.

Em Lorena, a sessão de encerramento será no domingo (30 de novembro), na Praça Arnolfo de Azevedo, novamente com o longa “Lilo & Stitch”, fechando o fim de semana com diversão sustentável para todos que comparecerem. O filme principal é o grande chamariz das noites, mas a experiência ainda é enriquecida com curtas-metragens variados, selecionados para oferecer diversidade de linguagens, ritmos e histórias ao público, atraindo tanto quem vai pelo longa esperado quanto quem gosta da surpresa e do encanto das produções curtas, independentes e cheias de personalidade.

A estrutura montada nas sessões chama atenção pela solução inteligente e pelo impacto visual da plateia energizando o cinema. São 16 estações de geração de energia no total: 12 bicicletas fixas disponibilizadas pelo projeto e quatro bases para acoplar as bicicletas levadas pelo próprio público, criando uma integração que transforma cada pedal em parte vital da sessão. Não há bateria escondida para armazenar energia depois – tudo é produzido e consumido ali, em tempo real, durante o filme. Um sinalizador digital monitora o nível de energia gerado pelos ciclistas, avisando a plateia caso o ritmo do pedal precise continuar ou acelerar para manter o sistema plenamente alimentado. Segundo a organização do projeto, quanto mais rápida a pedalada, maior a energia produzida, numa espécie de termômetro coletivo que combina sustentabilidade com cooperação espontânea e lúdica, gerando curiosidade, interação social e um espírito comunitário que dá um toque especial a cada noite.

A ação também foi pensada para acolher diferentes perfis de público na participação. O “pedal de mão”, um equipamento manual que gera energia pelo movimento dos braços, foi planejado especialmente para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, garantindo que a contribuição com a energia não tenha barreiras práticas para quem quer participar. Isso amplia a experiência de cinema sustentável não apenas na exibição dos filmes, mas na forma como o evento se comunica: diverso no olhar, diverso no pedal.

Outro diferencial importante é o cuidado com a acessibilidade. Todos os filmes do BikeCine contam com recursos acessíveis, que incluem legendas especiais, audiodescrição e outras tecnologias de suporte inclusivo, reforçando que o cinema é democrático também na forma como chega aos olhos e aos ouvidos do público, não apenas no ingresso gratuito.

O público ainda tem liberdade para escolher de onde assistir. Quem chega à praça pode acompanhar o filme acomodado na plateia de cadeiras oferecida pelo projeto, ou se voluntariar para assistir directamente das estações de bicicleta, sempre posicionadas de frente para o telão, sem perder a sessão enquanto participa da geração de energia. Dessa forma, o BikeCine envolve quem quer pedalar e inclui quem não pode — e todos assistem sabendo que a sessão é um encontro humano que mistura a magia do cinema com a força comunitária que literalmente o move.

O BikeCine chega às cidades para deixar o Vale do Paraíba pedalando para assistir e assistindo para pedalar, unindo cultura e sustentabilidade numa experiência comunitária, curiosa, inclusiva e inesquecível nas praças. É cinema no telão, na praça e no pedal.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!