Sexta-feira, Março 6, 2026
Plantão Policial

Mascarado compra droga, saca a arma e executa jovem em biqueira de Jacareí

A Polícia Civil está investigando a morte de Brayan de Moraes Gomes, 18 anos, assassinado a tiros na noite de terça-feira (25), em um ponto de venda de drogas na Travessa Lagoinha, no bairro Rio Comprido, em Jacareí. Segundo relatos coletados pela polícia, o jovem estava no local trabalhando na “biqueira” quando o crime aconteceu.

Na noite do homicídio, um homem usando máscara se aproximou do ponto, como quem fosse comprar entorpecentes. Brayan foi até a área onde a droga estava guardada, retornou com o pedido em mãos e, ao estender a mercadoria, recebeu disparos à queima-roupa. O autor fugiu em seguida, levando consigo a arma e o anonimato. Até o momento, sua identidade segue um mistério, conforme descrito no boletim de ocorrência.

O chamado às forças de segurança ocorreu às 19h50, inicialmente como tentativa de homicídio. Quando as equipes chegaram ao endereço, a Polícia Militar já fazia o isolamento do local, impedindo que vestígios fossem contaminados. Populares disseram que o jovem havia sido socorrido ao hospital por terceiros, mas durante a atuação das equipes a morte foi confirmada. No hospital, o irmão da vítima relatou aos investigadores que Brayan tinha se envolvido em uma discussão com um homem um dia antes do assassinato, mas ninguém ali conseguiu identificar o indivíduo ou fornecer descrições detalhadas que dessem rosto ao suspeito.

Após o crime, a Polícia Civil requisitou preservação e coleta técnica da cena. O Instituto de Criminalística de Jacareí realizou análise minuciosa do ponto, fazendo levantamento fotográfico e visuográfico, anexados ao inquérito. Também foi solicitada a necropsia no IML (Instituto Médico Legal), para formalizar a causa da morte com laudo oficial. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foi acionada como apoio às diligências, com um servidor da unidade comparecendo ao local para reforço operacional.

O caso está sendo tratado como homicídio qualificado, classificação que inclui indícios de emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima — como a máscara usada pelo atirador, elemento que ajudou a esconder a identidade do autor e a aproximá-lo sem levantar suspeitas. A polícia ainda não identificou nenhum suspeito, e as investigações continuam com cruzamento de dados, análise de evidências e diligências para romper o silêncio deixado pela fuga do criminoso.

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