Sábado, Março 7, 2026
Plantão Policial

Dois flagrantes de violência doméstica em poucas horas mantêm suspeitos presos em São José dos Campos

São José dos Campos viveu uma noite marcada por duas graves ocorrências de violência doméstica, registradas em diferentes regiões da cidade e que terminaram com prisões em flagrante. Em ambos os casos, o padrão de agressões, ameaças, controle psicológico e destruição de patrimônio escancarou situações de risco envolvendo mulheres e familiares.

No Alto da Ponte, zona norte, policiais do 1º BPM-I foram acionados para atender uma denúncia de que um homem estaria agredindo a ex-sogra e danificando a residência. Na rua Itararé, a equipe encontrou a vítima ferida — com sangramento na tíbia e dores no braço — e diversos móveis e eletrodomésticos destruídos. A mulher relatou que o ex-genro havia fugido em direção a uma adega próxima. Após buscas, o suspeito foi localizado e detido.

Conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher, ele teve a prisão ratificada pelo crime de dano no contexto de violência doméstica. A autoridade policial arbitrou fiança de R$ 1.600,00, mas o homem se recusou a pagar e permaneceu preso à disposição da Justiça.

Horas antes, na zona sul, outro caso de violência mobilizou a Polícia Militar e o Samu no bairro Campo dos Alemães. Uma jovem de 20 anos denunciou ter sido vítima de violência psicológica e controle abusivo por parte do companheiro, de 27 anos, que teria clonado seu WhatsApp, monitorado suas conversas, imposto restrições ao uso do celular e impedido visitas à família.

O pai da vítima, de 59 anos, contou à polícia que, ao tentar buscar a filha na casa do casal, percebeu hematomas no rosto da jovem e acabou sendo ameaçado pelo genro. Diante da situação, ele chamou o Samu, que encaminhou a jovem a uma UPA, e acionou apoio da Polícia Militar.

Já na delegacia, a jovem relatou episódios recorrentes de ciúme, agressões e vigilância constante. O suspeito negou as agressões, mas permaneceu em silêncio após ser informado sobre seus direitos. A Polícia Civil entendeu haver indícios de violência psicológica e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha, determinando a prisão em flagrante e arbitrando fiança de R$ 3 mil.

Além da prisão, foi feita representação pela conversão do flagrante em prisão preventiva, decisão que agora cabe ao Judiciário. A Polícia Civil instaurou inquérito para aprofundar as investigações, analisar laudos médicos e verificar possíveis episódios anteriores de violência.

As duas ocorrências seguem sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher, enquanto as vítimas recebem atendimento e orientação das equipes de segurança e saúde.

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