Sexta-feira, Março 6, 2026
Plantão Policial

Mãe chegou a pagar R$ 2 mil para evitar que filho fosse morto no Vale; jovem é assassinado um ano depois em Aparecida

Jovem executado em Aparecida pode ter sido alvo de ameaças antigas, aponta relato da mãe

A morte de Pedro Augusto Leme de Oliveira, de 23 anos, assassinado a tiros na noite de sexta-feira (21) em Aparecida, ganhou novos contornos após o depoimento da mãe do jovem. Em registro policial, ela revelou que o filho já havia sido ameaçado no passado e chegou a ter a vida salva após o pagamento de uma dívida ligada ao tráfico de drogas.

Segundo o relato, cerca de um ano atrás, Pedro foi cobrado por indivíduos em uma motocicleta por causa de uma dívida. A mãe afirmou ter pago R$ 2 mil para impedir que o filho fosse morto. Além disso, ela contou que, durante um relacionamento anterior do rapaz, a mãe da então namorada teria feito ameaças, dizendo que “arrumaria uns caras do Potim” para lidar com a situação do casal.

As informações ainda serão analisadas pela Polícia Civil, que investiga a execução de Pedro na avenida Expedito Macedo, no bairro Ponte Alta. O crime ocorreu por volta das 21h40, quando o jovem deixava um bar acompanhado de um amigo. Uma motocicleta preta se aproximou com dois ocupantes — ambos encapuzados ou de capacete — e os disparos foram feitos diretamente contra Pedro, sem anúncio de assalto.

O Samu foi acionado, mas a equipe médica apenas constatou o óbito no local. O tiro fatal atingiu a região da cabeça. Nenhum objeto da vítima foi levado, reforçando a tese de execução.

O amigo que estava com Pedro disse que os dois caminhavam em direção ao carro quando foram surpreendidos. Ele relatou que o último relacionamento do jovem havia terminado de maneira tranquila e que desconhecia ameaças recentes. Mesmo assim, as declarações da mãe levantam novas linhas investigativas — envolvendo desde dívidas antigas até conflitos pessoais.

A Polícia Civil solicitou perícia no local, além de exames necroscópico e toxicológico, e segue em busca da identificação dos autores. A motivação permanece em aberto, podendo envolver desavenças passadas, possíveis dívidas, histórico de relacionamentos ou execução planejada.

O caso segue em investigação.

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