Pedreiro é espancado dentro de bar após ser acusado de informar policial para quem trabalhava em Barra Mansa
Um homem de 52 anos viveu momentos de terror ao ser violentamente espancado dentro de um bar no bairro Colônia Santo Antônio, em Barra Mansa. A agressão, que deixou a vítima com múltiplas lesões pelo corpo e no rosto, teria sido motivada pela desconfiança de que ele estaria repassando informações do tráfico a um policial para quem prestava serviços como pedreiro. A suspeita, segundo o próprio relato, foi suficiente para que quatro homens o atacassem sem qualquer chance de defesa.
A Polícia Militar informou que foi acionada durante a noite, quando frequentadores do bar viram o pedreiro sendo cercado pelo grupo. As testemunhas relataram que os quatro suspeitos chegaram já exaltados, chamando o homem de “dedo-duro” e afirmando que ele estaria colaborando com a polícia. Antes mesmo de qualquer discussão, partiram para a violência, derrubando-o ao chão e desferindo socos e chutes que atingiram principalmente o rosto e o tórax da vítima. A intensidade da agressão chamou atenção de moradores, que correram para tentar interromper o ataque enquanto outros acionavam o SAMU.
Quando a equipe médica chegou, encontrou o homem bastante machucado, desorientado e com dificuldades para permanecer de pé. Ele foi imediatamente imobilizado, colocado na ambulância e levado para a Santa Casa de Misericórdia, onde passou por avaliação e cuidados médicos. Apesar das diversas escoriações e hematomas, seu estado de saúde era estável e não havia risco de morte, segundo a unidade.
Já no hospital, ainda abalado, o pedreiro reafirmou aos policiais que conhece os quatro agressores, moradores da mesma região, mas afirmou que não pretende representar criminalmente contra eles. A recusa surpreendeu a equipe, considerando a gravidade das lesões e a motivação atribuída pelos suspeitos. Mesmo assim, em casos envolvendo possível ligação com facções e suspeitas de retaliação, a polícia segue com o registro e a investigação, independentemente da manifestação da vítima.
O caso foi encaminhado para a delegacia de Barra Mansa, que deve apurar as circunstâncias da agressão, identificar formalmente os envolvidos e esclarecer se a acusação feita pelos agressores tem algum fundamento ou se trata apenas de um pretexto para intimidação e violência. A Polícia Civil agora busca elementos que possam apontar se o ataque foi um ato isolado ou parte de um contexto maior de domínio e pressão do tráfico na região.


