Sexta-feira, Março 6, 2026
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‘Matador da Bíblia’ completa 18 meses de internação sob vigilância máxima no Vale do Paraíba

Celso Ricardo de Oliveira, de 46 anos, conhecido nacionalmente como o ‘Matador da Bíblia’, acaba de atingir 18 meses internado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté — a tradicional Casa de Custódia, onde permanece sob rígida vigilância desde que a Justiça determinou sua internação após constatar insanidade mental.

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) confirmou que Celso está no local desde abril de 2024 e segue custodiado na unidade psiquiátrica do sistema prisional. De acordo com o órgão, ele permanece internado conforme determinação judicial: “O paciente citado está custodiado, atualmente, no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté”, informou a pasta.

A decisão pela internação foi tomada após o Imesc (Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo) concluir perícia que apontou insanidade mental, resultado aguardado desde que Celso passou a ser investigado por uma sequência de ataques que chocou São José dos Campos. Em novembro de 2022, ele matou duas pessoas e feriu outras oito na zona sul da cidade. Na ocasião, segundo familiares, Celso já apresentava quadro de esquizofrenia paranoide.

Um laudo médico produzido em 2020 havia alertado para a “evolução grave da doença”, mencionando resistência a medicamentos, inquietação, impulsos agressivos intensos e “risco de morte iminente”. O documento também recomendava cuidados permanentes e segurança reforçada, projetando um “prognóstico sombrio”.

Em março de 2024, a Justiça determinou medida de segurança com internação mínima de três anos, condicionada a avaliação periódica de cessação de periculosidade. Antes de ser encaminhado ao hospital de Taubaté, Celso havia passado pelo CDP de São José dos Campos e posteriormente pelo CDP 2 de Guarulhos.

Atualmente, o Hospital de Custódia de Taubaté opera praticamente no limite: são 243 internos para capacidade de 244. Já a Ala Especial Provisória, destinada a casos específicos, abriga 160 detentos, embora tenha capacidade para 123.

Armado com uma pistola e segurando uma Bíblia durante os ataques, Celso foi indiciado por homicídios, tentativa de homicídio e outros crimes. Na investigação, descobriu-se que ele usava uma identificação falsa da Polícia Militar e atuava ilegalmente como segurança. Áudios encontrados pela polícia, aos quais o jornal OVALE teve acesso, mostraram que Celso pretendia ampliar a lista de vítimas. Ele fala em “matar seis” na região sul e que “vai morrer uns 15” no Campo dos Alemães, autodenominando-se “justiceiro”. Para os investigadores, se não tivesse sido preso, Celso se transformaria em um serial killer.

A reportagem tentou contato com o advogado que representa Celso no processo, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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