Sábado, Março 7, 2026
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Após 3 anos, garota que matou Ana Lívia pode deixar a Fundação Casa — família protesta: “É um absurdo”

A adolescente que confessou ter assassinado a estudante Ana Lívia, de 13 anos, em Taubaté, está prestes a deixar a Fundação Casa. Ela completa agora, em novembro, os três anos de internação, limite máximo previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — e já pode deixar a unidade em liberdade.

O crime ocorreu em 27 de setembro de 2022, quando a autora tinha 12 anos. Julgada no início de novembro daquele mesmo ano, ela foi sentenciada à internação, medida que cumpriu integralmente após passar por unidades em São José dos Campos e São Paulo.

Antes do julgamento, a adolescente permaneceu em internação provisória, que pode durar até 45 dias. Na época, a Vara da Infância e Juventude de Taubaté determinou que a internação fosse por tempo indeterminado, com avaliações psicológicas a cada seis meses para decidir se ela poderia ou não deixar a instituição. Agora, atingido o prazo máximo permitido por lei, ela está apta a ser liberada.

A Fundação Casa não fornece informações sobre internos, e a família da adolescente não respondeu aos contatos da reportagem de OVALE.

A morte de Ana Lívia segue viva na memória da cidade. Ela e a autora do disparo eram melhores amigas e iriam juntas para a escola naquele dia. Pela manhã, Ana telefonou para a mãe pedindo permissão para que a amiga fosse até sua casa, para que seguissem juntas de carona com a mãe de outra colega. Horas depois, a mãe encontrou a filha morta no próprio quarto.

Segundo a Polícia Civil, a menina de 12 anos confessou ter atirado contra Ana com uma arma de fogo pertencente ao tio, agente penitenciário. A vítima foi encontrada com um tiro na nuca, caída sobre uma mesa de cabeceira. O tio da adolescente respondeu a um Termo Circunstanciado e recebeu multa de R$ 2,5 mil.

A mãe de Ana Lívia, Jéssica Higino, protesta contra a possibilidade de liberação da adolescente. Para ela, a morte da filha foi um crime “bárbaro” e deveria resultar em uma punição mais longa.

É um absurdo ela poder ficar livre daqui a três anos. Ela atirou pelas costas, com a minha filha sem chance alguma de defesa. Como pode ter todas essas oportunidades que a minha filha não teve?”, disse Jéssica.

A minha filha não teve chance nenhuma de defesa, eu não pude defendê-la. O crime foi feito pelas costas”, completou.

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