Megaoperação em Tremembé: Grupo de Intervenção Rápida faz revista no Pemano e transfere 61 presos após ação preventiva
O domingo foi marcado por uma grande operação no Centro de Progressão Penitenciária Dr. Edgard Magalhães Noronha — o Pemano — em Tremembé, no interior de São Paulo. Agentes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), realizaram uma revista minuciosa que terminou com a transferência de 61 detentos para outras unidades prisionais do estado.
De acordo com a SAP, 55 dos presos foram removidos por apresentarem “comportamento inadequado no cárcere”. Entre os transferidos, 38 foram encaminhados à Penitenciária I de Franco da Rocha, 17 à Penitenciária I de Tremembé e seis para outros presídios.
A Secretaria informou que as transferências ocorreram dentro de um “trabalho de revista preventiva”, sem interferir nas visitas de familiares. A Rede Vanguarda acompanhou o movimento e flagrou dezenas de agentes entrando na unidade pouco antes das 16h. Por volta das 18h, quatro caminhões deixaram o local escoltados por viaturas da Polícia Penal, seguidos por três ônibus e um micro-ônibus do GIR.
Do lado de fora, familiares relataram apreensão diante da movimentação repentina. “Tivemos a informação de que deveríamos nos retirar da unidade às 15h. Foi uma correria, ninguém sabia o que estava acontecendo. Só vimos a polícia entrando, mas sem nenhuma explicação oficial”, contou a autônoma Halane Cristina Siqueira, esposa de um detento.
Além do GIR, equipes do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar também participaram da ação. A corporação foi acionada pelo g1, mas ainda não se manifestou.
O Pemano, inaugurado em 1989, tem capacidade para 2.672 presos, mas atualmente abriga 3.060 detentos em regime semiaberto. A unidade fica às margens da rodovia Amador Bueno da Veiga e integra o complexo prisional de Tremembé — que também abriga o chamado “presídio dos famosos”, onde cumprem pena o ex-jogador Robinho e o ex-médico Roger Abdelmassih.
Criado para lidar com situações de alto risco, o Grupo de Intervenção Rápida é formado por agentes especialmente treinados para atuar em rebeliões, distúrbios e outras situações de crise no sistema prisional paulista. De acordo com a SAP, os integrantes do GIR recebem preparo físico e tático rigoroso, com o objetivo de garantir a segurança de servidores e detentos durante operações delicadas.
📸 Foto: Peterson Grecco / TV Vanguarda


