“Quero viver e curtir minha família”: primeiro transplante de coração da história de Pouso Alegre devolve esperança a paciente de 36 anos
O produtor de laticínios Edmilson Feliciano dos Santos, de 36 anos, natural de Três Corações (MG), vive um renascimento. Depois de seis meses internado por causa de uma insuficiência cardíaca avançada, ele se tornou o primeiro paciente a receber um transplante de coração no Complexo Hospitalar Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG). O marco histórico na saúde da região ganhou um rosto, uma história e um novo futuro.
Edmilson passou meio ano sem conseguir alta. A rotina era de cuidados intensivos, exames, vigilância constante e a esperança diária pela chegada de um órgão compatível. Essa espera terminou no dia 29 de outubro, quando uma família, em um gesto de pura solidariedade, autorizou a doação de órgãos de um paciente com morte encefálica após um acidente automobilístico.
O coração foi captado e transplantado pela equipe de cirurgia cardíaca do hospital, sob comando do Dr. Alexandre Hueb, que destacou não apenas o sucesso da operação, mas o tamanho do gesto da família do doador.
“Eles foram generosos no sentido de ceder o coração, e aí deflagramos o processo de captação, não só do coração, mas do fígado, do rim e das córneas”, afirmou o médico.
No hospital, ainda se recuperando, Edmilson conversou com a EPTV e emocionou a equipe ao agradecer a nova chance de vida.
“Estou bem melhor, graças a Deus, vencendo um dia após o outro. O que eu quero mesmo é curtir minha família. A doença custou seis meses longe deles, então agora vou aproveitar um pouco e depois pensar no próximo passo”, contou.
Ele também fez questão de deixar um recado à população, reforçando a importância da doação de órgãos:
“As pessoas têm que deixar o preconceito de lado. A doação realmente salva vidas, dá esperança para quem está esperando”.
Segundo o Complexo Hospitalar Samuel Libânio, o pós-operatório segue evoluindo de forma positiva. Edmilson já está se alimentando, caminhando e recebendo medicação imunossupressora para evitar a rejeição do novo órgão — passos firmes de alguém que acaba de ganhar a chance de recomeçar.

Foto: Complexo Hospitalar Samuel Libânio

