Comandante da PM no Vale afirma: “Se marginal atirar, policial vai revidar”
O primeiro semestre de 2025 registrou o maior número de mortes em confrontos policiais no Vale do Paraíba desde o início da série histórica da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Foram 25 mortes entre janeiro e junho, todas em ocorrências envolvendo policiais militares — 23 durante o serviço e 2 em momentos de folga. O número empata com o recorde de 2020 e supera as 17 mortes do mesmo período de 2024.
Diante do aumento nos casos, o comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), coronel Luiz Fernando Alves, responsável pela PM em toda a região, afirmou que os policiais estão orientados a reagir sempre que forem atacados. “O confronto é uma escolha do criminoso. Se ele se render, será preso. Mas se atirar contra o policial militar, o policial deve reagir, sim, e cessar aquela agressão”, declarou.
Segundo o coronel, a corporação tem seguido protocolos rígidos e todas as ações são registradas com câmeras corporais, o que garante a legitimidade dos procedimentos. “As ações são legítimas, apuradas e verificadas. Hoje, com o sistema de câmeras em nossos batalhões, fica ainda mais claro que o policial age dentro da lei”, afirmou.
Alves destacou ainda que, em várias operações, os suspeitos se entregaram sem resistência, resultando em apreensões significativas de armas de guerra, como fuzis, espingardas calibre 12 e pistolas automáticas.
“Ninguém quer a morte de ninguém, mas, diante de um confronto, que bom que o policial está vivo, que bom que a sociedade não foi atingida e que a ordem foi restabelecida”, concluiu o comandante.
Os números refletem um cenário de crescente tensão nas ações de segurança no Vale do Paraíba, região que, segundo dados da SSP, tem registrado aumento também nos índices de confrontos armados, especialmente em áreas urbanas de grande vulnerabilidade social.

