Sexta-feira, Março 6, 2026
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“Era tudo pano”: ‘Grávida de Taubaté’ quebra o silêncio e revela bastidores da farsa que chocou o Brasil

Treze anos depois do maior embuste midiático do país, Maria Verônica — a infame “Grávida de Taubaté” — voltou aos holofotes para contar, com detalhes, o que se passava por trás da barriga mais comentada do Brasil. Em entrevista ao Anima Podcast, ela revisitou o episódio que a transformou em um fenômeno nacional em 2012, quando fingiu estar grávida de quadrigêmeas.

“Na minha cabeça, eu estava grávida de quatro. Eu realmente acreditava nisso. Não via motivo para achar que estava errado”, disse. Segundo Maria Verônica, tudo começou com uma gravidez psicológica, e quando o corpo parou de reagir como o esperado, ela passou a improvisar: “Era tudo pano”, confessou, sem rodeios.

A ex-professora contou que buscou orientação em um centro espírita e, influenciada, passou a acreditar ainda mais que carregava quatro bebês. O próprio marido, Kléber, também foi enganado. “Ele não sabia de nada. Eu tomava banho e me trocava sozinha para que ele não percebesse. O que ele sentiu com tudo isso, só ele pode dizer”, revelou.

Verônica também afirmou que contou com a ajuda de uma pessoa próxima para confeccionar a falsa barriga e os vestidos volumosos que chamavam atenção na época. “Tinha alguém que sabia de tudo. A razão dela estava boa, mas a minha não”, completou.

Hoje, Maria Verônica diz ter se convertido à Igreja Católica e se afastado da seita da qual fazia parte na época da farsa.

O caso, que começou como um “milagre” capaz de comover o país, terminou em escândalo e processo por estelionato — posteriormente suspenso após acordo judicial. Treze anos depois, a “Grávida de Taubaté” tenta reescrever sua história, agora sem panos, sem barriga… e com a verdade à mostra.

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