“Operação Espantalho” desmonta 50 carrinhos de milho e revela esquema de alimentos impróprios em Ubatuba
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Uma megaoperação da Polícia Civil, batizada de “Espantalho”, tomou as ruas de Ubatuba na manhã desta quinta-feira (30), e terminou com a apreensão de 50 carrinhos de milho verde, dezenas de botijões de gás, panelas, utensílios domésticos e alimentos em condições insalubres. A ação foi direcionada ao combate de crimes contra a ordem tributária e à saúde pública no Litoral Norte paulista, e chamou atenção pelo volume de irregularidades encontradas.
A operação mobilizou 42 policiais civis e 14 viaturas das delegacias de Ubatuba, São Sebastião e Caraguatatuba, além do apoio da Guarda Civil Municipal e de várias equipes da Prefeitura de Ubatuba, incluindo servidores das secretarias de Fazenda e Saúde, com atuação direta da Vigilância Sanitária. Segundo a Polícia Civil, o trabalho foi resultado de uma investigação minuciosa que vinha sendo conduzida há semanas, após denúncias sobre a venda de alimentos sem procedência e sem condições adequadas de armazenamento.
Durante o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, as equipes encontraram diversos carrinhos e estruturas improvisadas que eram utilizadas para o comércio de milho verde e outros produtos alimentícios. Muitos desses locais mantinham alimentos expostos ao sol, utensílios enferrujados e ausência total de higiene, o que configurou risco grave à saúde pública. A Vigilância Sanitária considerou os produtos impróprios para o consumo humano e procedeu com a interdição imediata dos pontos de venda.
Os responsáveis foram autuados e poderão responder criminalmente por infrações sanitárias e tributárias, além de possíveis crimes de perigo à saúde pública. Em alguns pontos, os agentes também encontraram indícios de ligação irregular de energia elétrica e uso indevido de botijões de gás, o que reforça o caráter clandestino da atividade.
De acordo com a Polícia Civil, o nome “Espantalho” foi escolhido como uma alusão simbólica à limpeza dos pontos irregulares que se espalhavam pela cidade, afastando práticas que ameaçam a segurança alimentar e o comércio legal. As investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados. O objetivo, segundo as autoridades, é garantir que o consumidor receba produtos seguros e fiscalizados, preservando tanto a saúde pública quanto a concorrência justa no comércio local.


