Sexta-feira, Março 6, 2026
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Acidentes com motos aquáticas tiram a vida de dois jovens em pouco mais de um mês no Vale do Paraíba

Dois acidentes quase idênticos, ocorridos na represa de Igaratá, no Vale do Paraíba, chocaram a região e acenderam o alerta sobre o uso de motos aquáticas sem equipamentos de segurança. Em um intervalo de pouco mais de um mês, Jaqueline Barbosa, de 22 anos, e Gustavo Lopes, de 24, morreram em circunstâncias semelhantes enquanto aproveitavam momentos de lazer no mesmo local.

O caso mais recente foi o de Gustavo Lopes, encontrado pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta quarta-feira (29), após quatro dias de buscas intensas. Morador de Atibaia, o jovem desapareceu no sábado (25), quando caiu de uma moto aquática junto com duas amigas. Nenhum deles utilizava colete salva-vidas no momento do acidente. As mulheres foram resgatadas por pessoas que estavam próximas, mas Gustavo afundou e não voltou à superfície.

As buscas mobilizaram equipes de mergulho, embarcações e até um equipamento de sonar emprestado pela Universidade de São Paulo (USP), que ajudou a identificar o ponto exato onde o corpo estava submerso — a aproximadamente 32 metros de profundidade, na região do Parque Alpina. O corpo foi localizado e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

O primeiro acidente ocorreu em 31 de agosto, quando Jaqueline Barbosa, moradora da zona norte de São Paulo, caiu de uma moto aquática na mesma represa. Ela também estava acompanhada de amigos e não usava colete de proteção. O corpo da jovem foi encontrado três dias depois, em 3 de setembro, e reconhecido pela mãe, que acompanhava as buscas com tristeza e desespero.

Nos dois casos, as operações de resgate contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros de Jacareí, Defesa Civil de Igaratá e Polícia Militar, que utilizaram drones, embarcações e mergulhadores especializados.

As mortes de Jaqueline e Gustavo levantam novamente uma discussão urgente sobre segurança em esportes e lazer aquático. A ausência de coletes salva-vidas e o descuido com as travas de segurança, que desligam o motor da moto aquática em caso de queda, continuam sendo fatores recorrentes em acidentes desse tipo.

Duas histórias interrompidas nas águas de Igaratá — e dois alertas que não podem ser ignorados.

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