Quem matou Maiara? Jovem mãe espancada no réveillon segue sem justiça após três anos
O que deveria ser uma noite de celebração se transformou em uma tragédia que segue pedindo respostas. Maiara Maciel, 25 anos, mãe de três filhos, saiu de São José dos Campos para comemorar o réveillon em Caraguatatuba. Foi espancada até a morte. Três anos se passaram e o crime continua sem punição.
Segundo familiares, o autor das agressões é o namorado de Maiara, José Roberto, conhecido como “Zé Loko”, com quem ela se relacionava havia cerca de quatro meses. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado pela Justiça e seu paradeiro hoje é desconhecido.
A família tenta manter viva a luta por justiça. “Alguém tem que achar ele. Isso não pode ficar impune. Ele matou minha irmã”, afirma Dayane Cristiana, irmã de Maiara, em entrevista ao OVALE.
De acordo com o boletim de ocorrência, o casal discutiu após consumo de bebidas alcoólicas durante a festa de réveillon. Os familiares relatam que o relacionamento já era marcado por ciúmes e agressões.
Em desespero, Maiara acionou a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram, encontraram a jovem desorientada, gravemente ferida e sem condições de se defender. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi levada ao hospital, mas não resistiu. O laudo apontou edema cerebral causado pelas agressões como motivo da morte.
Enquanto três filhos crescem sem a mãe e a família convive com uma dor que não dá trégua, a Justiça permanece calada. E uma pergunta insiste em ecoar:
Quem matou Maiara? E por quanto tempo esse silêncio vai proteger o agressor?
Linha do tempo do caso Maiara Maciel
Fim de dezembro de 2022 – início de janeiro de 2023
• Maiara viaja a Caraguatatuba com o namorado para o réveillon.
• Após consumo de bebidas alcoólicas, o casal discute e a briga se torna violenta.
Madrugada do réveillon
• Maiara consegue acionar a Polícia Militar relatando as agressões.
• Ela é encontrada ferida e desorientada.
• Sofre uma parada cardiorrespiratória e é socorrida ao hospital.
• O laudo aponta edema cerebral decorrente do espancamento.
Início de 2023 – investigação
• A família aponta o namorado como suspeito.
• Ele é preso temporariamente, mas liberado pela Justiça.
• O suspeito desaparece e passa a ser considerado foragido.
2024 – 2025
• Familiares seguem cobrando justiça.
• O caso permanece sem solução definitiva.
• Nenhum responsável foi julgado.
A morte de Maiara não pode ser reduzida a um processo parado em uma gaveta. A cada dia sem justiça, o feminicídio se repete na memória de quem a amava.


