Discussão por ferramentas termina em morte a golpes de cabo de enxada em Taubaté — suspeito é preso em flagrante
A tarde de domingo (26) foi marcada pela violência em Taubaté. No bairro Barranco, região também conhecida como Vila Albina, uma discussão banal — dessas que começam com palavras duras e deveriam terminar em silêncio — acabou custando uma vida.
Eram 15h54 quando os moradores da Rua José Benedito Fabiano ouviram gritos. Logo depois, viram um homem de 48 anos caído no chão, com ferimentos graves na cabeça e pelo corpo. O Samu chegou… mas não havia mais nada a ser feito. A morte foi constatada ali mesmo, diante das testemunhas que assistiram ao desfecho brutal.
Segundo a Polícia Militar, o agressor — um homem de 36 anos — foi encontrado correndo em uma via próxima, ainda manchado de sangue. Ele confessou o crime no ato da prisão. Disse que foi agredido primeiro, que reagiu, que não queria matar. Mas a força das pauladas, pelo menos três, contou outra história: uma reação que virou execução.
O motivo? Ferramentas emprestadas. Sim, ferramentas — objetos que vão e voltam entre vizinhos todos os dias… até que um dia não voltam. A vítima teria cobrado o avô do suspeito pela devolução do material. Vieram as acusações, o dedo em riste, o calor da raiva que sobe sem avisar. Depois, os golpes.
Testemunhas relataram que a própria vítima teria atingido o suspeito primeiro com o cabo de enxada. Na sequência, o agressor tomou o pedaço de madeira e revidou — com violência mortal.
A Perícia chegou ao local para analisar marcas no solo, sangue, câmeras, tudo que pudesse revelar a dinâmica daquele embate. O cabo de enxada — arma do crime — ainda não havia sido encontrado até o fechamento da ocorrência.
Na delegacia, o suspeito foi ouvido com áudio e vídeo. Alegou legítima defesa. O delegado não se convenceu. A prisão em flagrante foi mantida, e já houve pedido para conversão em prisão preventiva, diante da gravidade do delito e para garantir a ordem pública.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio qualificado. O laudo necroscópico deve confirmar a causa da morte, preliminarmente atribuída a traumatismo craniano por múltiplos impactos.
Moradores disseram que os dois se conheciam, trocavam favores, conviviam no bairro diariamente. Era para ser mais um desentendimento como tantos que acontecem na vida comum — mas, naquele domingo (26), a linha tênue entre o conflito e o crime foi atravessada com um cabo de enxada.
Em Taubaté, a lei agora fala por quem não pôde mais pedir de volta o que lhe pertencia.

