Juliana Rodrigues: fé, força e a prova viva de que o câncer de mama tem cura
A moradora de Cruzeiro, Juliana Rodrigues, de 48 anos, é um exemplo de superação e esperança na luta contra o câncer de mama. Diagnosticada em julho de 2018 com um tipo invasivo e agressivo da doença, ela tinha 41 anos e trabalhava como confeiteira quando recebeu a notícia que mudou sua vida.
“Eu tinha um tumor medindo dois centímetros. Meu chão se abriu, pois o médico que fez o ultrassom me disse que o caso era grave. Minha fé me fez forte, porque mesmo essa situação tendo me abalado muito, nunca pensei em coisas negativas”, relembrou.
Sem plano de saúde e temendo a demora do atendimento pelo SUS, Juliana decidiu pagar pela cirurgia e realizou o procedimento em novembro de 2018, quando o tumor já havia crescido para cinco centímetros. Após a mastectomia, iniciou a quimioterapia em janeiro de 2019, na Santa Casa de São José dos Campos, e posteriormente realizou 38 sessões de radioterapia no Hospital Maternidade Frei Galvão, em Guaratinguetá. O tratamento foi concluído em setembro do mesmo ano.
Em 2020, Juliana passou pela cirurgia de reconstrução da mama e, atualmente, segue em tratamento preventivo com medicamentos orais, com previsão de término em 2029.
Mas sua jornada foi marcada também por perdas e desafios pessoais. “O período do meu tratamento não foi nada fácil. Minha mãe teve um AVC e cuidamos dela, perdi minha tia que também tratava de um câncer, meu ex-companheiro faleceu durante a pandemia em 2020 e, em 2022, perdi minha avó devido a um AVC”, contou.
Mesmo diante de tantas provações, Juliana manteve a fé. Hoje, curada e casada, ela usa sua história para inspirar outras mulheres. “Falo sobre minha luta porque quero que outras mulheres diagnosticadas nunca desistam. É muito importante fazer todos os exames preventivos e o autoexame, pois quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento. O câncer de mama tem cura — e eu sou a prova viva disso.”

