Sábado, Março 7, 2026
Plantão Policial

Motorista de BMW que matou jovem Matheus em acidente na Dutra é preso em São José dos Campos

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (22), o motorista de 37 anos que dirigia a BMW envolvida no acidente que matou o jovem Matheus Helfstein, de 20 anos, em São José dos Campos. O caso, que causou forte comoção na cidade, ocorreu no fim de setembro, quando o carro de aplicativo em que Matheus voltava para casa foi atingido violentamente.

Segundo o advogado Marcelo Galvão, que representa a família, a prisão do motorista foi decretada pela Justiça e cumprida como prisão temporária, podendo ser convertida em prisão preventiva conforme o andamento da investigação. O homem foi levado ao 1º Distrito Policial de São José dos Campos.

O inquérito aponta indícios de dolo eventual — quando o motorista assume o risco de provocar a morte — devido à alta velocidade registrada antes da colisão e ao relato de consumo de bebidas alcoólicas até a madrugada.

O acidente aconteceu na Via Dutra, quando o carro de aplicativo foi atingido com tanta força que saiu da pista, atravessou uma área de mato e só parou ao bater em um barranco. Matheus, que estava no banco de trás, foi arremessado para fora do veículo e morreu ainda no local.

A mãe do jovem, Isabela Helfstein, descreveu o filho como um rapaz responsável e tranquilo.

“Ele nunca me deu trabalho, era super-responsável. Estava na casa de um amigo, de família. Sempre preferia vir pra casa de Uber”, relatou emocionada.

A família afirma ter recebido diversas mensagens de pessoas que viram a BMW em alta velocidade antes da batida. “Muitas pessoas me procuraram dizendo que o carro estava correndo demais. Quero entender por que não foi feito o teste do bafômetro e se ele estava consciente ao dirigir”, disse Isabela.

O advogado da família reforçou que as provas colhidas — perícia, testemunhos e vídeos — apontam responsabilidade direta do motorista. “Todo o conjunto de provas, tanto técnicas quanto testemunhais, foi entregue à polícia. Estamos diante de um caso claro de imprudência com resultado trágico”, afirmou Galvão.

Apesar de o exame de embriaguez ter dado negativo, a Polícia Civil segue investigando o caso e deve concluir nas próximas semanas se o crime será enquadrado como homicídio culposo ou doloso. Para a família, a prisão é apenas o primeiro passo em busca de justiça.

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