Sábado, Março 7, 2026
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Polícia Militar frustra “tribunal do crime” em Caçapava: dois mortos, tiroteio e PM ferido

O Vale do Paraíba viveu uma madrugada de terror. O que seria mais uma ronda de rotina acabou revelando uma cena digna de filme policial — um “tribunal do crime” em plena zona rural de Caçapava, com duas mortes, tiroteio e um policial militar ferido.

A operação começou na noite de segunda-feira (20) e atravessou a madrugada de terça (21), após uma denúncia anônima indicar movimentação suspeita na Estrada Lago do Sol, região de mata e difícil acesso. Quando a equipe chegou, se deparou com homens cavando uma cova e um corpo amarrado, já executado a tiros, pronto para ser enterrado.

Assim que perceberam a aproximação das viaturas, os criminosos abriram fogo contra os policiais, que revidaram. Um dos PMs foi atingido no abdômen, mas foi salvo graças ao colete balístico. No confronto, um dos suspeitos, de 29 anos, foi baleado e morreu no local. Ele portava um revólver calibre .38, com seis munições deflagradas.

Após o tiroteio, os policiais isolaram a área e encontraram uma pá, uma enxada e um saco de cal — materiais que seriam usados para ocultar o cadáver. A vítima executada estava com as mãos amarradas para trás, vestia casaco preto e boné, e apresentava marcas de tiros na cabeça e na nuca. A identidade dele ainda não foi confirmada.

Segundo depoimentos, a equipe patrulhava a região quando um morador informou sobre um sedã preto estacionado com os faróis apagados em uma estrada de terra. Ao se aproximar, os policiais viram dois homens saindo do mato: um conseguiu fugir, enquanto o outro sacou a arma e atirou contra a viatura, desencadeando o confronto que terminou em morte.

O policial ferido foi socorrido ao pronto-socorro de Caçapava e passa bem. Reforços foram enviados e vasculharam a mata, encontrando o cenário completo da execução e da tentativa de ocultação do corpo.

A ocorrência foi registrada como homicídio consumado, homicídio tentado e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. A Polícia Civil de Caçapava requisitou exames periciais e residuográficos para apurar os disparos e identificar os envolvidos.

Os policiais envolvidos no confronto usavam câmeras corporais (bodycams) durante toda a ação, e as armas institucionais (.40 Glock) foram recolhidas e lacradas, conforme o protocolo.

O caso está sob investigação da CPJ (Central de Polícia Judiciária) de São José dos Campos, que busca identificar a vítima executada e localizar os criminosos que fugiram após o cerco policial.

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