Abuso e agressões em banheiro escolar viram caso de polícia em São José dos Campos
A Polícia Civil de São José dos Campos investiga um grave caso de abuso e agressões físicas e sexuais ocorrido dentro do banheiro da Escola Estadual Edgar Mello Mattos de Castro, no bairro Campo dos Alemães, na zona sul da cidade. O episódio, registrado por volta das 13h10, envolveu um aluno do 9º ano, de 13 anos, apontado como o agressor, e pelo menos três vítimas menores de idade.
De acordo com o boletim de ocorrência e o relatório encaminhado ao Conselho Tutelar, o estudante teria trancado outro aluno dentro da cabine e iniciado atos de conotação sexual, perguntando se ele queria “com ou sem cuspe”. A vítima, assustada, pediu que ele parasse, mas só conseguiu sair quando outros alunos ouviram a frase e bateram na porta do banheiro.
O agressor, no entanto, reagiu com mais violência. Um dos garotos teve o braço torcido e o corpo pressionado, enquanto o suspeito “esfregava as partes íntimas” nele. Outro aluno tentou defender o colega e acabou empurrado e jogado de costas. Segundo o relato, o agressor tentou forçar a entrada dele na cabine e repetia frases de conteúdo sexual.
Mesmo com a chegada de uma funcionária da escola, o adolescente não obedeceu à ordem para parar. As vítimas conseguiram escapar e procuraram a direção, que imediatamente comunicou o caso às famílias, registrou o boletim de ocorrência e notificou o Conselho Tutelar.
A direção também pediu que o aluno agressor fosse transferido, mas, segundo pais de vítimas, a mãe do estudante se recusou a retirá-lo da unidade. “O agressor continua podendo frequentar as aulas. As vítimas estão com medo, e a escola não garante a segurança delas”, disse um dos pais.
A vereadora Juliana Fraga (PT) encaminhou ofício à Dirigente Regional de Ensino, solicitando providências urgentes e acompanhamento direto do caso pela Secretaria de Educação.
O caso foi encaminhado ao Distrito Policial da área, que apura as circunstâncias e tomará depoimentos dos envolvidos. A Secretaria Estadual de Educação foi procurada, mas ainda não se pronunciou. A família do aluno acusado também não foi localizada.


