Sexta-feira, Março 6, 2026
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Justiça nega liberdade e mantém preso suspeito de envolvimento na morte de motorista de aplicativo de São José dos Campos

A Justiça negou o pedido de liberdade provisória e decidiu manter a prisão de Jonathan Eduardo Sousa Goularte, de 23 anos, um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do motorista de aplicativo Carlos Eduardo de Faria Cesar, também de 23 anos, morador de São José dos Campos. A decisão judicial foi proferida nesta sexta-feira (17) e reforça o entendimento do Ministério Público de que a liberdade do acusado poderia representar risco à ordem pública e ao andamento das investigações.

Carlos Eduardo desapareceu no dia 5 de setembro, quando foi visto pela última vez trabalhando com o carro de aplicativo. Após dois dias de buscas e grande mobilização de familiares e amigos nas redes sociais, o corpo do jovem foi encontrado com marcas de tiros na estrada municipal Abade Biagino Chieffi, em Jacareí, cidade vizinha a São José dos Campos. O veículo da vítima havia sido abandonado, e objetos pessoais foram levados — o que levou a Polícia Civil a tratar o caso como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.

Durante as investigações, a polícia identificou e prendeu dois homens suspeitos de envolvimento no crime: Clayton Luiz Moreira Junior e Jonathan Eduardo Sousa Goularte. A dupla teria participado diretamente da ação criminosa que culminou na morte de Carlos Eduardo. Segundo os investigadores, o crime teria ocorrido após uma tentativa de assalto frustrada, quando o motorista reagiu ou tentou escapar.

A defesa de Jonathan alegou em juízo que o jovem não teve participação ativa na execução do crime, sustentando que ele possui emprego fixo, residência conhecida, bons antecedentes e que se apresentou voluntariamente à polícia, colaborando com as investigações. Mesmo assim, o pedido de liberdade provisória foi negado pela Justiça, que considerou o crime de extrema gravidade e destacou a necessidade de garantir a segurança da sociedade e a continuidade das apurações.

Em sua decisão, o magistrado afirmou que a manutenção da prisão preventiva é medida adequada diante da repercussão e da natureza violenta do caso. A Justiça entendeu que, em liberdade, o suspeito poderia interferir na coleta de provas ou na oitiva de testemunhas, além de causar sensação de impunidade à comunidade que acompanha o caso com comoção desde setembro.

O assassinato de Carlos Eduardo gerou grande impacto em São José dos Campos e região. Nas redes sociais, amigos e familiares publicaram homenagens ao jovem, descrevendo-o como uma pessoa trabalhadora, alegre e dedicada à família. Muitos pediram justiça e cobraram que os responsáveis sejam exemplarmente punidos.

Com a decisão, Jonathan Eduardo Sousa Goularte permanece preso, assim como Clayton Luiz Moreira Junior, que também teve sua prisão mantida anteriormente. O processo segue em tramitação na Justiça, e ambos devem responder por latrocínio, crime com pena que pode chegar a 30 anos de reclusão.

Carlos Eduardo de Faria Cesar, motorista de aplicativo de São José dos Campos

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